23
Mai 11

«Quão/quanto»

Quão conforme é teu nome

 

 

      «A frase de Nobre, também ele de Angola, e com provas dadas em vários países africanos, foi um bocado grandiloquente — lembrava Maio de 68 (“somos todos judeus alemães”, gritou-se em Paris quando o líder estudantil Cohn-Bendit, judeu e alemão, foi expulso de França) — mas a intenção foi boa: lembrou quanto misturados somos» («Portugal e Massamá», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 22.05.2011, p. 72).

      Deveria ter escrito «quão misturados», pois que se trata de um advérbio de intensidade seguido de um adjectivo particípio. Junto de um substantivo seria, nesse caso sim, «quanto», com função adjectival e, logo, variável.

 

[Texto 44]

Helder Guégués às 22:43 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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23
Mai 11

Ortografia: «bicho-papão»

E continuará a ser assim

 

 

      «No conteúdo, a coisa infantilizou-se ainda mais. O universo do eng. Sócrates é habitado por recorrentes bichos papões, da crise internacional às agências de rating, passando pela oposição malvada que rejeita o prodigioso PEC IV» («O desespero em horário nobre», Alberto Gonçalves, Diário de Notícias, 22.05.2011, p. 71).

      É o bicho-papão da nossa ortografia, o hífen. Da antiga e da nova ortografia. Afinal, bastava ter consultado um dicionário.

 

 

[Texto 43]

Helder Guégués às 22:31 | comentar | favorito
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