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Abr 17

Léxico: «casa de recuo»

Já falamos como eles

 

   «Entre os arguidos, com idades entre os 18 e 77 anos, havia responsáveis pela aquisição da droga, o transporte, armazenamento – sobretudo em casas de recuo – preparação, embalagem, distribuição e venda» («Usavam os netos para entregar droga. Mais de 60 pessoas condenadas», Rádio Renascença, 23.01.2017, 14h42).

      Há muito que não ouvia esta expressão. Dizem que é da gíria policial — que os juízes já tiveram de aprender, pois claro, pois encontro-a até em acórdãos. Nos últimos tempos, refere-se quase sempre ao local de armazenamento dos estupefacientes comercializados pelos arguidos. Já a vi usada para traduzir a expressão em língua inglesa safe house.

 

[Texto 7743]

Helder Guégués às 20:46 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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21
Abr 17

Léxico: «alauita»

Usada, mas ignorada

 

      «Para Moscovo, Assad não é o mais importante, fundamental é reassumir-se como potência e preencher um vazio que os EUA começaram a abrir, como a União Soviética tinha preenchido no seu auge. Para o Irão, é mais difícil deixar cair o ditador sírio, mas o que conta mesmo é manter os alauitas (xiitas como os iranianos) no poder» («Assad sobreviveu a Obama e o novo mundo assenta-lhe bem», Sofia Lorena, Público, 23.01.2017, p. 21).

      Não o encontramos no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, isto quando está em muitos outros, e, naturalmente, nos dicionários de outras línguas. Atenção às duas acepções. E quem regista alauita, é claro, tem de registar alauismo.

 

[Texto 7742]

Helder Guégués às 12:08 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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