10
Mai 17

Léxico: «desfralde»

Outro desmame

 

     Hoje, quando vinha da RDP Internacional, ouvi o programa Donas de Casa, na Antena 3. A convidada era uma psicóloga que falava da mania dos pais que dão um tablet ou um telemóvel para as mãos dos filhos só para não os aturarem. Criancinhas de meses, por vezes. Às tantas, usou uma palavra que eu já tinha lido, mas nunca ouvido, e de que entretanto até me tinha esquecido: desfralde. À semelhança de desmame, pois claro, também por derivação regressiva.

      «“Os pais são responsáveis pelo desfralde dos filhos”, atira Olga Reis, psicóloga clínica e autora do livro Acabar com as fraldas e com o chichi na cama (editora Manuscrito), que promete ajudar os pais a porem de lado, de uma vez por todas, as fraldas e os lençóis da cama molhados» («9 dicas para tirar as fraldas ao seu filho», Ana Cristina Marques, Observador, 18.07.2015, 13h58).

 

[Texto 7817]

Helder Guégués às 16:10 | comentar | favorito
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Léxico: «indulgência»

Quanto à culpa

 

      Como já se esperava, o Santuário de Fátima anunciou a concessão, por mandato do Papa Francisco, da indulgência plenária de 27 de Novembro de 2016 a 26 de Novembro de 2017. E como define indulgência o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora? Assim: «RELIGIÃO perdão da pena temporal devida pelos pecados já perdoados». E está errado? Não, mas não está claro, sobretudo para as pessoas mais afastadas da religião (mas cerca de 70 % da população portuguesa declara-se católica). Ora bem, no pecado temos de distinguir a culpa, resultado da ofensa que feriu a amizade com Deus, da pena devida pelos danos causados à ordem estabelecida por Deus e aos direitos alheios. Assim, a indulgência é a remissão, perante Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa.

 

[Texto 7816]

Helder Guégués às 09:04 | comentar | ver comentários (1) | favorito
10
Mai 17

Léxico: «biopsia líquida»

Simples e indolor

 

    «A organização do encontro explicou à Lusa que “o objetivo fundamental é que a biopsia líquida, que consiste na recolha de material genético circulante, possa substituir as biopsias tradicionais, que são muito invasivas e menos acessíveis, e identificar assim o melhor tratamento possível para cada doente”» («Porto Cancer Meeting do i3S discute as biópsias líquidas», Destak, 10.05.2017, p. 2).

     É de todo o interesse que seja dicionarizado. Consiste, como se diz no artigo, na recolha e análise de amostras de ADN tumoral circulante (ctDNA, para a legião de anglófonos que nos segue), um método simples, não invasivo e indolor. Não substitui, pelo menos por enquanto, a biopsia sólida, convencional, mas é útil especialmente para acompanhar a evolução de um tumor.

 

[Texto 7815]

Helder Guégués às 08:12 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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