24
Mai 17

Léxico: «privilège du blanc»

Não mudamos

 

      «A mantilha é parecida com um véu, mas tende a ser de renda, ou com bordados, e mais pesada que um véu. Antigamente, era habitual as mulheres católicas usarem mantilha na missa e algumas ainda o fazem, sobretudo, em meios mais tradicionalistas. […] Contudo, existe uma excepção a esta regra. Certas mulheres beneficiam de um privilégio que lhes permite vestir de branco na presença do Papa. O chamado “privilège du blanc” apenas se aplica a algumas, e não todas, as rainhas e princesas católicas» («Porque é que Melania Trump parecia que ia para um enterro? Porque é assim mesmo», Filipe d’Avillez, Rádio Renascença, 24.05.2017, 10h16).

   Parece que são apenas sete as rainhas ou princesas católicas que beneficiam deste privilégio. A duquesa de Bragança, se fosse rainha consorte, não teria este privilégio. Mais um motivo para não mudarmos de regime... Seja como for, benditos limites materiais da revisão.

 

[Texto 7867]

Helder Guégués às 23:04 | comentar | favorito
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«Vetado ao ostracismo»!

Obrigadinho

 

      «O regime apadrinhava um equipamento que prometia colocar Portugal no mapa dos maiores eventos motorizados mundiais e aliviar um pouco o ostracismo internacional a que o país estava vetado. Para a construção e gestão do circuito foi constituída a empresa Autodril — Sociedade do Autódromo do Estoril. Em Maio de 1971 arrancou a empreitada, que seria concluída em apenas 11 meses» («Autódromo do Estoril, ilegal há 45 anos», Paulo Curado, Público, 24.05.2017, p. 36).

      Já aqui vimos outras variantes do erro: «devotado ao abandono» e «dotado ao abandono». Neste caso, é ao ostracismo, mas a construção é a mesma. As formas erradas são infinitas, ao passo que a forma certa e o cuidado são finitos. Basta que isto chegue ao conhecimento do jornalista Paulo Curado para valer a pena eu perder tempo. Solidariedade e altruísmo também é isso: dizerem-lhe que errou e que, com o seu erro, está a induzir em erro muitas pessoas.

 

[Texto 7866]

Helder Guégués às 11:07 | comentar | favorito
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24
Mai 17

Como se escreve nas dissertações

Em algumas, esperemos

 

      «A Inspeção-Geral da Educação e Ciência vai investigar o mestrado do líder da principal claque do Futebol Clube do Porto, Fernando Madureira, no qual obteve 17 valores, mas que até tem erros de português. […] Maria Alzira Aleixo, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, classificou o texto de Fernando Madureira como “um insulto à Língua Portuguesa e ao desporto nacional”, escrito “num Português iletrado, analfabeto e ridículo”» («Mestrado do líder dos Super Dragões [sic] investigado pela Inspeção-Geral da Educação», C. B., TVI24, 19.05.2017, 00h58).

      E agora, para tudo ser, já não digo perfeito, mas normal, o Macaco merece ser catedrático — para ficar ao mesmo nível de quem lhe atribuiu 17 valores. E a dissertação versa sobre quê, pode saber-se? «A dissertação, que está disponível na página da Internet da instituição de ensino superior, tem 25 páginas (cinco parágrafos de conclusões) e incide sobre a dinamização da bancada sul do Estádio do Dragão.»

 

[Texto 7865]

Helder Guégués às 08:36 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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