21
Jul 17

Abreviatura de «santo»

Agora inventamos?

 

      «Artérias de St. Clara e Lumiar condicionadas» (Destak, 21.07.2017, p. 2). Desde quando, senhores jornalistas e senhora revisora, é que a abreviatura de «santo» é «st.», podem elucidar-nos? Tanto quanto sei, st e st. é inglês. Em português, a abreviatura de «santo» é S., Sto (que não recomendo), Sto. e S.to ou S.to, e já sobram.

 

[Texto 8045]

Helder Guégués às 08:30 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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21
Jul 17

Léxico: «queimódromo»

E outras que hão-de surgir

 

      «A EDP Corrida do Parque à Noite está de volta ao Parque da Cidade do Porto e a temática da edição deste ano é o universo e imaginário da saga Star Wars. A corrida e caminhada deste ano apresenta uma distância de 8 km, destinada a todas as classes etárias, e irá ter lugar no próximo sábado, dia 22 de julho, pelas 21h30, no Parque da Cidade do Porto, com partida e chegada no recinto do Queimódromo» («Corrida do Parque à Noite no sábado numa galáxia muito muito distante...», Destak, 21.07.2017, p. 2).

     Era, pois, só esperar, como disse: aqui pudemos ver pescódromo e aqui praxódromo. 

 

[Texto 8044]

Helder Guégués às 07:06 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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20
Jul 17

Como se escreve por aí

Para ↑ e para

 

      Na RR: «O “frontman” do grupo californiano foi encontrado sem vida na sua casa de Palos Verdes, em Los Angeles. Tinha 41 anos e deixa seis filhos» («Morreu Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park», Rádio Renascença, 20.07.2017, 19h19). Na TSF: «Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park, foi encontrado morto esta quinta-feira, avança o TMZ. Segundo a publicação, que cita fontes policiais, o cantor terá cometido suicídio» («Vocalista dos Linkin Park encontrado morto. Chester Bennington tinha 41 anos», TSF, 20.07.2017, 19h32).

 

[Texto 8043]

Helder Guégués às 20:39 | comentar | favorito (1)
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«Judicialista», de novo

Já são muitas

 

      «A condenação de Lula da Silva, o referendo anti-Maduro na Venezuela e a radicalização do regime turco de Taayp Erdogan foram temas em destaque no Fora da Caixa desta semana, com Pedro Santana Lopes e António Vitorino. “A onda judicialista só existe porque os sistemas estão degradados”, afirma o antigo comissário europeu António Vitorino» («“Onda judicialista só existe porque os sistemas estão degradados”», Rádio Renascença, 19.07.2017).

   Já a vimos aqui, e o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora continua a ignorá-la. Aqui vimos outra, juridismo, mal usada pelo eurodeputado Paulo Rangel (que um dia virá aqui explicar-nos o que pretendeu dizer), que aquele dicionário não regista (e faz bem, pois não se sabe o que significa exactamente), como não regista juridicismo.

 

[Texto 8042]

Helder Guégués às 13:29 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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20
Jul 17

Síndrome do imperador

Este é bem conhecido

 

     «O juiz considerou que “os actos foram pontuais e devido a provocação por parte do menor”. O magistrado entendeu que a atitude da criança deve ser seguida por especialistas pois necessita de “correcção imediata”, uma vez que aparenta sinais de “síndrome de imperador”, isto é, resiste às ordens dos pais ou de terceiros, podendo adoptar comportamentos violentos» («Criança espanhola processa mãe por ter levado um estalo», Rádio Renascença, 20.07.2017, 7h23).

    O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que regista cinco síndromes — das centenas que existem? —, não conhece esta que é, afinal, das mais conhecidas, pelo menos dos pais.

 

[Texto 8041]

Helder Guégués às 09:57 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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19
Jul 17
19
Jul 17

Léxico: «biliverdina»

Não é bem isso

 

      Na Escócia, uma golden retriever pariu vários cachorrinhos, um deles verde, o que raramente acontece. A cor, que se irá desvanecendo, é-lhe dada pela biliverdina, o nome do pigmento que é resultado da oxidação da bilirrubina. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora diz-nos que é o «pigmento biliar derivado da bilirrubina, abundante nos carnívoros». Não é bem assim: encontra-se biliverdina na casca dos ovos das aves e na placenta das cadelas.

 

[Texto 8040]

Helder Guégués às 19:53 | comentar | favorito
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18
Jul 17
18
Jul 17

Léxico: «embastilhar»

Cada vez menos

 

      O marechal François de Bassompierre (1579-1646), de origem alemã, que servira com brilho Henrique IV e Luís XIII, «fut embastillé par Richelieu en 1631». Embastiller é encarcerar na Bastilha, célebre fortaleza em Paris, e, por extensão de sentido, em qualquer prisão. No caso de Bassompierre, foi mesmo na Bastilha, onde permaneceu doze anos. Alguns dicionários de língua portuguesa — mas não o da Porto Editora — registam o verbo embastilhar, com o mesmo significado.

 

[Texto 8039]

Helder Guégués às 16:54 | comentar | favorito
17
Jul 17

Léxico: «presidencialização»

Está na hora, não?

 

      Anda muita gente a falar do risco da presidencialização do sistema de governo. Alheio a tudo isto está o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, que não regista o vocábulo presidencialização.

 

[Texto 8038]

Helder Guégués às 20:13 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Uma palavra enganadora...

Tirocinante inepto

 

      Ontem, sugeriram-me — e o meu interlocutor ainda só bebera três imperiais — que devia inaugurar no blogue uma rubrica intitulada «WTF» (?!), reservada para grandes asneiradas. A primeira asneirada seria dar-lhe esse título, mas a ideia é boa, se bem que não seja nova por aqui. Bem, seja como for, se já tivesse essa rubrica, hoje seria ocupada com uma pergunta que, na sala de espera de um consultório, uma pessoa que lia O Padrinho, de Mario Puzo, fazia a outra pessoa que a acompanhava: «Tirocínio, tirocínio... É uma prova de tiro, não é?» Não assisti ao desfecho, porque era a minha vez.

 

[Texto 8037]

Helder Guégués às 19:23 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Léxico: «palmiê»

Francês, e não do melhor

 

      «Na Baía de Cascais já não se avista só ao longe um barco a arder. Agora, está cheia a pão e bolos frescos. É assim a nova pastelaria francesa da vila — a Paul — que abriu este sábado, 15 de julho, mais um espaço em Portugal com uma elegante vitrine carregada de boas sugestões. Croissants, parmiers, pain au chocolat ou tartelettes. Tudo bons motivos para passar por lá à primeira oportunidade» («Paul: a pastelaria francesa à conquista de Cascais», Adriano Guerreiro, NiT, 17.07.2017, 13h34).

      Devem pensar, por qualquer motivo que teimosamente me escapa, que o itálico não foi feito para a Internet. Bolaria francesa, apenas — mas todos podem ter nome português ou aportuguesado. (O quê, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista bolaria?!) Será que o infame palmier também resiste ao aportuguesamento? Sim, porque o escriba atrapalhou-se, era isto que queria escrever. Mas até Saramago já usou o aportuguesamento «palmiê». Andam distraídos.

 

[Texto 8036]

Helder Guégués às 19:03 | comentar | ver comentários (1) | favorito
17
Jul 17

Léxico: «canganho»

Não esquecer

 

      «Há quem lhe chame engaço, mas é também conhecido por canganho. Trata-se de um subproduto que resulta de cada vindima e que os investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro estão a estudar com vista ao seu aproveitamento para as indústrias cosmética, farmacêutica e alimentar» («“Oportunidade de negócio para o Douro”. Creme anti-rugas feito a partir do engaço de uva?», Rádio Renascença, 17.07.2017, 12h16).

 

[Texto 8034]

Helder Guégués às 17:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito