18
Set 17

«Enfermeira circulante»

E agora enfermeiros

 

      «A equipa que fez pela “primeira vez” em Portugal esta operação foi composta por António Costa Ferreira (cirurgião principal), Inês Insua Pereira (cirurgião principal), Antónia Trigo Cabral (anestesista), Jorge Carvalho (cirurgião ajudante), Sérgio Teixeira (cirurgião ajudante), Paula Martins (enfermeira instrumentista), Joana Monteiro (enfermeira de anestesia) e Patrícia Vieira (enfermeira circulante)» («Hospital de São João realizou cirurgia “inédita” para tratamento da enxaqueca», Rádio Renascença, 18.09.2017, 14h09).

      Já um dia — mas quando, onde? — andei às voltas com esta função de enfermeira circulante. Creio que foi numa tradução. Fica aqui, pode ser útil a mais alguém.

 

[Texto 8159]

Helder Guégués às 18:22 | comentar | favorito

Enxaquecas e inglês

Uma dor de cabeça

 

      «Uma equipa do Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Centro Hospitalar São João, do Porto, anunciou ter realizado “com sucesso” um tratamento cirúrgico minimamente invasivo (endoscópio) de enxaqueca, que é “inédito em Portugal”. A intervenção em causa é realizada por meio de técnica endoscópica na região frontal e é dirigida aos chamados “trigger points”, isto é, pontos desencadeantes das crises dolorosas. A técnica consiste em “seccionar os músculos situados na região frontal do crânio (corrugador e procerus), e libertar os nervos adjacentes, nomeadamente o nervo supraorbitário e supratroclear (situados na parte superior do olho), com técnica endoscópica. A estimulação desses nervos era o factor desencadeante das cefaleias. A cirurgia é realizada através de três pequenas incisões (15 milímetros) localizadas no couro cabeludo, com anestesia geral e obriga a internamento de apenas um dia (one day surgery)”, explica o cirurgião [António Costa Ferreira]. [...] A utente submetida a esta técnica, afirmou que “há 25 anos que não estava dois meses sem tomar analgésicos e sem cefaleias”, sublinhando que esta intervenção “mudou” a sua vida» («Hospital de São João realizou cirurgia “inédita” para tratamento da enxaqueca», Rádio Renascença, 18.09.2017, 14h09).

      Farto-me de rir com estes médicos: trigger points, one day surgery... A «utente» não passava dois meses sem tomar analgésicos e sem cefaleias. Ora, eu não passava duas semanas sem tomar analgésicos e sem cefaleias. A diferença: curei-me a mim mesmo. Graças, é verdade, a um livro de um médico, um génio, Oliver Sacks. (E já viram os termos que faltam no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora? Ih, Jasus, tantos. Corrugador, supraorbitário, supratroclear.)

 

[Texto 8158]

Helder Guégués às 17:59 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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18
Set 17

Cuando-Cubango, por exemplo

Opções

 

      «Numa análise por províncias, verifica-se que as que registaram maiores aumentos foram o Moxico (2,20%), Cunene (2,11%), Cuando-Cubango (2,03%), Namibe (2,00%) e Lunda-Sul (1,90%)» («Inflação mensal de regresso às quedas de Agosto», Ricardo David Lopes, Vanguarda, 15.09.2017, p. 32).

      É um jornal angolano — e escrevem Cuando-Cubango. Se fosse um jornal português, optariam inevitavelmente por Kuando-Kubango. Ah, porque a idiossincrasia ortográfica angolana, ah, porque o k agora também faz parte do alfabeto português, ah... Se fosse cá, também não verificavam nada — constatavam.

 

[Texto 8157]

Helder Guégués às 17:42 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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