Léxico: «palmiê»

Francês, e não do melhor

 

      «Na Baía de Cascais já não se avista só ao longe um barco a arder. Agora, está cheia a pão e bolos frescos. É assim a nova pastelaria francesa da vila — a Paul — que abriu este sábado, 15 de julho, mais um espaço em Portugal com uma elegante vitrine carregada de boas sugestões. Croissants, parmiers, pain au chocolat ou tartelettes. Tudo bons motivos para passar por lá à primeira oportunidade» («Paul: a pastelaria francesa à conquista de Cascais», Adriano Guerreiro, NiT, 17.07.2017, 13h34).

      Devem pensar, por qualquer motivo que teimosamente me escapa, que o itálico não foi feito para a Internet. Bolaria francesa, apenas — mas todos podem ter nome português ou aportuguesado. (O quê, o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora não regista bolaria?!) Será que o infame palmier também resiste ao aportuguesamento? Sim, porque o escriba atrapalhou-se, era isto que queria escrever. Mas até Saramago já usou o aportuguesamento «palmiê». Andam distraídos.

 

[Texto 8036]

Helder Guégués às 19:03 | comentar | favorito