Regência do verbo «preferir»

E jogo branco

 

 

      «Larkin, um dos grandes poetas do século XX, disse, com o jeito propagandístico que tinha (como nas críticas de jazz, tão sinceras e reaccionárias), que preferiria ler um novo romance de Barbara Pym do que um novo de Jane Austen. Larkin, como muitos escritores seguros, gostava de promover escritores que não eram tão bons como ele» («Diz Barbara Pym», Miguel Esteves Cardoso, Público, 31.08.2011, p. 31).

      Talvez seja, afinal, como Montexto aqui escreveu ontem, mas não tem importância. O verbo «preferir», Miguel Esteves Cardoso não pode deixar de saber, rege a preposição e não a construção do que. O que significa que a frase em que aparece o destaque está mal formada. É mau português.

      (Espero que o título do post não seja demasiado críptico e tenha de vir Fernando Venâncio explicá-lo.)

 

[Texto 437]

 

Helder Guégués às 10:54 | comentar | favorito
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