«Tranquilizador»/«tranquilizante»

Mas cada um

 

 

      «O primeiro-ministro, um ou outro ministro e vários comentadores voltaram a manifestar preocupação de que a crise pudesse degenerar em violência como na Grécia. Não há segurança nenhuma de que não degenere, mas talvez seja tranquilizante pensar que a Grécia é um país novo (até ao princípio do século XIX fazia parte do império turco), que recentemente sofreu uma invasão alemã (o que não o tornou muito germanófilo) e passou depois por uma resistência generalizada ao nazismo, por uma guerra civil e por uma ditadura militar» («Violência?», Vasco Pulido Valente, Público, 8.10.2011, p. 36).

      Há outros pares de adjectivos («contagioso»/«contagiante», v. g.) à primeira vista intermutáveis, mas depois verifica-se que cada um tem um uso mais específico. No caso, eu usaria «tranquilizador» e não «tranquilizante» (que, como substantivo, também é o medicamento de acção neurossedativa usado nas situações de ansiedade e de emotividade).

 

[Texto 559] 

Helder Guégués às 11:09 | comentar | favorito
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