Linguagem

Chegou à casa de banho

 

 

      «Ir à casa de banho pode tornar-se uma experiência de outro mundo para os ricos deste mundo. O Numi, nova sanita lançada pela empresa norte-americana Kohl, vem equipado com um telecomando de ecrã táctil, “parecido com um iPod”, escreve Sam Grobart no New York Times. “Também lava e seca o utilizador [com água e jacto de ar quentes, configuráveis conforme o sexo]”, acrescenta. O autor teve o privilégio de ter um em casa durante um mês para “tentar perceber por que é que alguém gastaria 6400 dólares (cerca de 4600 euros) numa sanita high tech, ou seja, “81 vezes mais cara do que um trono de base”» («Sanita para rabos de luxo», Ana Gerschenfeld, «P2»/Público, 15.10.2011, p. 3).

      Talvez só o Aulete registe o vocábulo «trono» como sinónimo jocoso e popular de vaso sanitário — mais do que propriamente de sanita. A empresa norte-americana não se chama Kohl, como o antigo chanceler alemão, mas Kohler. Ah, e porque há-de ser «o Numi» e não «a Numi»?

 

[Texto 580] 

Helder Guégués às 09:52 | comentar | favorito | partilhar
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