Como se escreve nos jornais

É que são sempre os mesmos

 

 

      «Depois de uma eleição ou de uma remodelação, muitas vezes até ganha. Serve para tapar um “buraco”, para afastar um apoiante incómodo, para resolver com mansidão e “neutralidade” uma querela entre dois “caciques”. A televisão e os jornais declaram o “independente” uma “cara fresca” e ele entra esfusiante pelo Estado dentro na completa ignorância do que sejam a administração e a sociedade portuguesa. Para naturalmente fugir dali a uns meses como um sendeiro triste, à procura de um novo dono» («O “independente”», Vasco Pulido Valente, Público, 16.10.2011, p. 56).

      O Público trata todos os textos — seja uma local ou uma crónica — da mesma maneira. Mal. Nem são apenas questões de ortografia (é «esfuziante», com z), mas repetições inadmissíveis num texto pequeno: «O “independente” costuma esvoaçar à volta à volta dos grandes grupos de interesses, dos lobbies universitários, do PSD e do PS.»

 

[Texto 582] 

Helder Guégués às 08:50 | comentar | favorito
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