Léxico: «farrapeiro»

Aquiliniana

 

 

      «Apesar de as perdas serem agora apenas metade das verificadas há dez anos, ainda assim é quase impossível seguir o trilho dos pijamas e dos lençóis hospitalares. Muito deste material anda por ambulâncias ou até em casas particulares. Mas também há aquelas peças que acabam por ser transformadas — de um lençol fazem-se fronhas e outros panos — e que terminam por ser negociadas com farrapeiros» («Roupa de hospitais vende-se como vestuário em feiras», José Bento Amaro, Público, 26.10.2011, p. 12).

       Aquilino usou muito o vocábulo na sua obra: «Como ela se postasse da parte de dentro da porta, percebeu logo o farrapeiro que o convidavam a entrar e foi avançando» (Volfrâmio, Aquilino Ribeiro. Lisboa: Bertrand Editora, 1983, p. 345).

 

 

[Texto 610] 

Helder Guégués às 05:33 | favorito
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