Acordo Ortográfico

Séculos de novilíngua, então

 

 

      «Disse-se aqui, na semana passada, que nem Saramago escapava ao acordo ortográfico. Não é verdade. Saramago foi, talvez, um pioneiro das adesões post mortem. Agora vêm outros, aliás com um argumento bastante singelo: o de que “a língua está sempre a mudar”. E assim Camões, Gil Vicente, Camilo e outros mais que se verá estão a ser implacavelmente traduzidos para a novilíngua nacional para venda a preços módicos, nas bancas já a partir de amanhã» («Taprobana, meu», Nuno Pacheco, «P2»/Público, 31.10.2011, p. 22).

      Terá Nuno Pacheco lido alguma vez Camões na ortografia original? Ou Gil Vicente? Ou, mais próximo, mesmo Camilo? E os contemporâneos de Nuno Pacheco, todos nós? Bah, que grande argumento.

 

 

[Texto 626] 

Helder Guégués às 21:01 | favorito
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