Linguagem

«Semanticamente pobre»

 

 

      «O arguido — actualmente casado e pai de um rapaz de nove anos — viu negado o pedido para ser dispensado das sessões de julgamento, que fundamentara no facto de ser motorista de longo curso e nas dificuldades económicas decorrentes de uma ausência prolongada ao trabalho. Do mesmo modo, viu indeferido o pedido para ser sujeito a uma perícia psicológica que avaliasse a sua imputabilidade diminuída, a pretexto de supostas dificuldades cognitivas que se traduzem nalguma incapacidade de se “situar no tempo e no espaço” e num discurso “semanticamente pobre”» («‘Juro pela saúde do meu filho que não fiz nada’», Natália Faria, Público, 18.11.2011, p. 10).

      Ora aí está uma via que se poderá revelar extremamente profícua para os advogados. Desde que os juízes deixem, é claro.

 

[Texto 689] 

Helder Guégués às 09:54 | favorito
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