Jornais

Fiquem a saber

 

 

      Um leitor queixou-se por ter encontrado no jornal o aportuguesamento «tuitava». O provedor do Público parece ter empregado toda a semana para ouvir a redacção. «Discutido o caso, a direcção explica que decidiu banir a palavra criticada por Diogo Coelho, “uma vez que a falta de uma correspondência gráfica evidente entre ‘Twitter’ e ‘tuitar’ compromete a sua compreensão por parte do leitor”. “Seria melhor”, considera Bárbara Reis, “ter escrito ‘twittar’, pois aí a ligação com Twitter, o nome do programa, ficaria melhor estabelecida”. Argumentando ser “cada vez mais difícil fugir a neologismos (“blogar”, “postar”, etc.)”, acrescenta que “certas formas de aportuguesamento não contribuem para a fluidez na comunicação”. Admitindo que “utilizar o Twitter”, “escrever no Twitter” ou “via Twitter” seriam as “fórmulas ideais”, conclui: “Não consideramos errado escrever twittar”» («Eu tuíto, tu twittas, ele escreve no Twitter...», José Queirós, Público, 20.11.2011, p. 55).

      Vão lá procurar a «correspondência gráfica evidente» entre, por exemplo, football e «futebol». Bem, mas quase logo no início do texto fica a conclusão: «Ficam os leitores a saber que, se voltarem a encontrá-lo numa notícia do PÚBLICO, estarão perante uma falha na edição ou na revisão do texto.»

 

[Texto 699] 

Helder Guégués às 06:43 | favorito
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