Como se escreve nos jornais

É da crise

 

 

      «O Tribunal de Torres Vedras começou ontem a julgar o alegado homicida de um outro homem, a quem lhe terá arrancado a orelha e desferido várias facadas em Dezembro de 2010, abandonando depois o corpo da vítima. Na acusação do Ministério Público, o arguido, de 31 anos, é acusado dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida» («Cortou orelha e matou amigo por se meter com a namorada», Diário de Notícias, 30.11.2011, p. 21).

      É verdade que no corta e cola, isto pode acontecer — mas, porque pode ser deliberado e fruto de convicção, diga-se que o pronome pessoal não faz ali falta. O que está antes deste segmento também não está escorreito: «o alegado homicida de um outro homem».

 

 

[Texto 742] 

Helder Guégués às 09:56 | favorito
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