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Linguagista

Você e tu

Você aí

 

 

      «É que, de facto, a língua portuguesa não necessita desta forma, mas talvez pior ainda do que a utilização abusiva da forma VOCÊ e o engano em que muitas pessoas são induzidas seja a utilização da forma VOCÊS. É que, contrariamente ao que poderíamos ser levados a pensar, a utilização de VOCÊS não é um mero plural de VOCÊ; VOCÊS corresponde simplesmente ao plural de TU. Quero com isto dizer que só poderei recorrer a VOCÊS sempre que a correspondente singular fosse TU, e não VOCÊ» (Discursar em Português... e não só, Isabel Casanova. Lisboa: Plátano Editora, 2011, p. 82).

      É assim — ou, pelo menos, é-o sempre em relação àquelas camadas «cultas ou semicultas» (como escreve a autora) —, mas já o tenho ouvido, muito raramente, é certo, como plural de «você» (como é sempre no Brasil).

 

[Texto 760]

4 comentários

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    Venâncio 03.12.2011 21:41

    Uma parvoíce inadjectivável.  
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    Helder Guégués 03.12.2011 21:43

    Fiquei estupefacto. Quando o Fernando escreveu que a obra melhorava lá para a frente, não se referia decerto a isto.
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    Venâncio 03.12.2011 21:59

    Eu tinha encalhado na pág. 68. Tenho leituras mais entusiasmantes. Sim, depois do desastrado prefácio, só podia melhorar. 
    Quanto ao tema. É um facto que o tratamento de você se ouve hoje onde há tempos não se imaginava (p. ex. em conversa com um cliente). Mas esse tratamento entre colegas é habitual há muito decénios (posso testemunhá-lo), ao contrário do que a autora sugere na pág. 81 ao fundo. 
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