10
Jul 11

Sobre «tambor»

Curioso

 

 

      «She was a Doane, and Grandfather Doane had been a drummer boy in the Mexican War and had a Congressional Medal of Honor from the Civil War» (Appointment in Samarra, John O’Hara. Londres: Vintage Books, 2008, p. 5). Não é curioso que ao indivíduo que toca determinado instrumento se dê o nome do instrumento? Em português também: «Foi tambor no exército do general Hoche, durante a campanha do Palatinado» (Razões de Coração, Álvaro Guerra. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1991, p. 18). Haverá outros casos assim?

 

 [Texto 281] 

Helder Guégués às 15:37 | comentar | ver comentários (10) | favorito | partilhar
Etiquetas:

«(In)legitimidade»?

Outra querela — se quiserem

 

 

      Na secção «Cartas à Directora» do Público, José Mário Costa responde hoje ao jornalista Luís Miguel Queirós. Logo no início, escreve: «Não me insurgia aí [na carta «Sobre o “presidento” e a “presidenta”»], obviamente, contra a sua opinião pessoal sobre a (in)legitimidade do uso da palavra “presidenta”, mas contra a forma como, nesse primeiro texto, enquanto jornalista, lhe cabia tratar, de forma distanciada, uma questão linguística que divide especialistas, em Portugal como no Brasil.» Desde quando é que, para indicar o antónimo de «legitimidade», se pode escrever o prefixo in-, que nem sequer fez parte, na língua portuguesa, da formação do vocábulo, que recebemos já do latim? Que grande equívoco.

 

 

[Texto 280] 

Helder Guégués às 12:24 | comentar | ver comentários (12) | favorito | partilhar
Etiquetas:

Sobre o Indostão

Que algum repúblico

 

 

      «Os irmãos paquistaneses Achiq (o cabecilha do grupo), Kashif e Atif são acusados de recrutar portuguesas para casar com homens indostânicos (paquistaneses e indianos)» («Juiz adia decisão», C. N., Diário de Notícias, 7.07.2011, p. 23).

      É impressão minha ou a definição de Indostão (ou Hindustão) anda por aí mal redigida?

      Quase a propósito: como se grafa o nome da república de Coimbra: Prà-Ki-stão, Prakistão, Pra-ki-estão, Pra-ki-stão?... Que algum repúblico (Quê?! O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa não regista a acepção?!) me esclareça.

 

d[Texto 279] 

Helder Guégués às 01:12 | comentar | ver comentários (13) | favorito | partilhar
Etiquetas:
10
Jul 11

Ortografia: «Pirenéus»

Que do Pirene deçam

 

 

      Há realidades com que podemos contar sempre. Assim, estou habituado a ver o topónimo Pirenéus 50 % das vezes mal escrito e 50 % bem escrito. A rigorosíssima estatística mantém-se: «Hoje é dia de arraial no Estádio Comunal de Aixovall, no coração dos Pirinéus» («Espírito português no coração dos Pirenéus», Sérgio Pires, Diário de Notícias, 7.07.2011, p. 39).

      Se quer ser diferente, desiderato mais que legítimo, caro Sérgio Pires, escreva como os Brasileiros: Pireneus. Se se quiser mostrar camonista encartado, opte por Pirene. 

 

 

[Texto 278]

Helder Guégués às 00:21 | comentar | favorito | partilhar
Etiquetas: