25
Jul 11

Ortografia: «casa de banho»

Agora e sempre

 

 

      «Os motoristas da Carris enfrentam diariamente dificuldades para irem à casa-de-banho porque não existem instalações próprias nos terminais. Para contornar esta situação, a empresa estabeleceu protocolos com alguns cafés em troca de passes gratuitos» («Carris dá passes em troca de casas-de-banho», Marina Almeida, Diário de Notícias, 22.07.2011, p. 21).

      Há quem pense que é preciso aderir às novas normas ortográficas para nos vermos livres desta palermice (só de pensar que têm o aval de pares meus me arrepia) dos hífenes em vocábulos como este. Ora, isto nunca teve pés nem cabeça.

 

 

[Texto 340]

Helder Guégués às 19:46 | comentar | favorito
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Ortografia: «terra-nova»

A terra pelo cão 

 

 

      O pai da nossa personagem principal pôs «the last Newfoundland back in its bed of shavings». O tradutor verteu «o último Terra Nova na respectiva caminha de aparas de madeira». Quanto a «respectiva», já se deixa ver que é desnecessário. Quanto à raça canina, já duas vezes, pelo menos, tratei da matéria (aqui e aqui). Escrever-se-á correctamente terra-nova, que pluraliza (ah sim, outro erro comum) em terra-novas. 

 

 

[Texto 339]

Helder Guégués às 19:20 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Acordo Ortográfico

O que fazia falta

 

 

      A escritora e ensaísta brasileira Maria Lúcia Lepecki morreu ontem, domingo, acabei de ouvir na Antena 1. «Em 2008», lê-se na edição em linha do Público, «por ocasião do encontro literário Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, manifestou-se publicamente contra o novo acordo ortográfico. “Eu sempre achei que o acordo ortográfico não é preciso: um brasileiro lê perfeitamente a ortografia portuguesa e um português lê perfeitamente a ortografia brasileira”, sustentou na altura.»

      É esta, parece-me, a grande e simples verdade. Se algo era preciso fazer, era seguramente uma reforma ortográfica bem estudada.

 

[Texto 338]

Helder Guégués às 01:09 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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25
Jul 11

Infinitivo

Área crítica da língua

 

 

      «Líderes europeus sob pressão para arranjar uma saída para a crise» (João Francisco Guerreiro, Diário de Notícias, 21.07.2011, p. 4).

      O sujeito não está claríssimo? Nestes casos não é obrigatório flexionar o infinitivo? Ou, porque se trata de uma construção indirecta, com preposição, não se pode flexionar o infinitivo? Terceira regra: na dúvida, não se flexiona o verbo.

 

 

[Texto 337]

Helder Guégués às 01:07 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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