29
Jul 11

O valor dos nomes

Perto ou longe

 

 

      Os nomes valem o que valem. Ao comando do exército prussiano (ou «prusso», como leio aqui e também é correcto mas pouco empregado) estava o marechal Blücher, que queria que a que ficou conhecida como Batalha de Waterloo ficasse conhecida como Batalha de La Belle Alliance. Wellington, à frente do exército anglo-holandês, insistiu em manter o seu hábito de nomear as batalhas em função do lugar onde tinha pernoitado na véspera.

      Há uma polémica, virulenta e escarninha, de Camilo, de que me recordo apenas vagamente, sobre determinada livraria (de Viterbo?) não estar localizada onde o nome fazia supor que devia estar. Alguém se lembra em que obra se encontra? E alguma vez teremos toda a obra de Camilo digitalizada e disponível na Internet?

 

 

[Texto 356] 

Helder Guégués às 15:14 | comentar | ver comentários (16) | favorito
Etiquetas:

«O Público errou»

E voltou a errar

 

 

      Página 32 da edição de hoje do Público: «No texto “Pouca obra para um projecto ambicioso”, publicado ontem no Local Lisboa, saiu incompleta a frase “Os custos mensais de funcionamento da estrutura da Frente Tejo rondam os 60.000 euros por mês”.» Está a revelar-se uma vocação, isto de não perderem uma oportunidade de errar.

 

 

[Texto 355]

Helder Guégués às 11:09 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:
29
Jul 11

Uma frase

Economiza, pá

 

 

      Como me apareceu aqui uma semelhante, escrita por um filósofo, retomo a frase já analisada no Assim Mesmo: «Inicialmente, a definição de “malabarismo” remetia apenas para a prática de determinados movimentos de contorcionismo e de jogos de grande destreza física como, por exemplo, manejar vários objectos ao mesmo tempo, como se podem ver fazer nos circos» (Lugares Comuns, Mafalda Lopes da Costa, Antena 1, 3.05.2011).

      Correcto é, como vimos então, com o verbo na 3.ª pessoa do singular. Observem, contudo, que não é necessário, nesse tipo de estrutura, incluir o verbo “fazer”, pois ele está subentendido pelo contexto. Outra vez e melhor: «Inicialmente, a definição de “malabarismo” remetia apenas para a prática de determinados movimentos de contorcionismo e de jogos de grande destreza física como, por exemplo, manejar vários objectos ao mesmo tempo, como se pode ver nos circos.» Aliás, até o plural é escusado: «como se pode ver no circo».

 

[Texto 354] 

 

Helder Guégués às 00:14 | comentar | favorito
Etiquetas: