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Linguagista

«Mau como as cobras»

É sempre bom ver

 

 

      Mais uma daquelas expressões que se repetem em diversas línguas: «He was brilliant in battle and mean as a snake to everyone around him.» «Era um guerreiro brilhante, e mau como as cobras para todos os que o rodeavam.»

      «Fartavam-se, por exemplo, de esperar aqueles monarcas antigos, maus como as cobras, mas que deixaram tantas rasas de dobrões à Igreja que fechar-lhes a porta equivaleria a deitar abaixo todos os estatutos do penitológio romano» (Humildade Gloriosa, Aquilino Ribeiro. Lisboa: Bertrand Editora, 1954, p. 307). (Ah, sim, e «penitológio», que os dicionários também não registam, é termo muito da predilecção de mestre Aquilino, ou não fosse ele um ex-seminarista.)

 

[Texto 377]