04
Set 11

«Ovas/ovos»

Uma ova

 

 

      «Aqui em Portugal, no fim de 2011, andamos nós, despedaçados, nas lojas mais antigas e cheias de ovas de baratas, que vendem rolos de papel higiénico a 35 cêntimos o rolo, à procura das velhas lâmpadas com filamentos, que iluminam mas, ao mesmo tempo, amarelecem a realidade, sem torná-las em vídeo cirúrgico. As lâmpadas de tungsténio (para as quais houve películas Kodachrome, com o mesmo calor e a mesma cor que separam a película fotográfica do registo digital) pertencem à nossa alma de sala de estar, de um conforto familiar de pouca luz, que age sobre o coração que temos como uma fogueira feita num deserto, sobre as mãos que se estendem sobre ela, para se aquecerem. Para se verem. Para serem, aliás» («Bendito tungsténio», Miguel Esteves Cardoso, Público, 4.09.2011, p. 53).

      Dá-se, popularmente, o nome de ovas ao conjunto dos ovos dos peixes — não aos ovos das baratas. (Curiosamente, ova é o plural de ovum, «ovo», em latim.)

 

[Texto 450]

 

Helder Guégués às 10:36 | comentar | favorito
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04
Set 11

«Persa/iraniano»

Já foi

 

 

      «Acabado de chegar de Berlim, este cantautor persa que também é de Setúbal (ou será o contrário?) partilha com a VISÃO as suas leituras de verão — uma estação excelente para pôr os clássicos em dia. Já em pleno outono, Mazgani tem concerto marcado no Festival Sintra Misty, a 15 de outubro» (Visão, 1.09.2011, p. 104).

      E se não for assim nem ao contrário? Só há duas coisas persas: os gatos domésticos de pêlo longo e a língua oficial do Irão. Talvez os pais de Shahryar Mazgani sejam persas.

 

 

[Texto 449] 

Helder Guégués às 08:22 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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