15
Set 11

«Ganho/ganhado»

Já que pediram

 

 

      «Chorava por aquele que podia ter ganhado o amor e a admiração de milhares de seres como havia desde muito ganhado a minha estima» (David Copperfield, Charles Dickens. Tradução de Cabral do Nascimento. Lisboa: Portugália Editora, 1969, p. 846).

      E pensar que (homens no vulto) asnos perfeitos andam por aí a dizer que este partícipio não se usa...

 

[Texto 480]

Helder Guégués às 17:13 | comentar | ver comentários (16) | favorito
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Sobre «avalanche»

Castelhanismo, mas antigo

 

 

      «Por cima dessa vegetação luxuriante, afundavam-se pinhais sombrios como se fossem cunhas metidas nos campos de neve e protegiam o caminho quando se despenhavam aludes» (David Copperfield, Charles Dickens. Tradução de Cabral do Nascimento. Lisboa: Portugália Editora, 1969, p. 847). No original está «avalanche». Ninguém, hoje em dia, resistiria a usá-lo. Quando Cabral do Nascimento traduziu a obra, «avalanche», de cepa francesa, andava por cá havia um século, mais coisa menos coisa. Lembro-me mesmo de, noutra ocasião em que referi a etimologia do vocábulo, alguém me ter desafiado a apresentar uma abonação recente. Bem, espero que, sendo de 1969, não seja considerado demasiado antigo.

 

[Texto 479] 

Helder Guégués às 16:47 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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15
Set 11

Tradução: «bulwark»

Do italiano

 

 

      «Nunca vi nada de tão belo, nada que inspirasse tanta tristeza e esperança, ao mesmo tempo, como esse esplêndido navio imóvel nas ondas purpúreas, e todas aquelas cabeças que se comprimiam nos paveses, numa expectativa silenciosa» (David Copperfield, Charles Dickens. Tradução de Cabral do Nascimento. Lisboa: Portugália Editora, p. 844).

      No original, pode ler-se «bulwarks». «Paveses» («pavês» no singular) é vocábulo que eu já conhecia, nesta acepção de anteparo de madeira para defesa da tripulação de navio, da obra do P. António Vieira; na acepção de escudo grande que cobria quase todo o corpo do soldado, conheci-a na tradução do Dom Quixote.

 

[Texto 478]

 

Helder Guégués às 11:57 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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