21
Set 11

Nomenclatura científica

Afinal, pouco mudou

 

 

     «Aparentemente inofensiva, a espécie Achatina Fulica transporta ocasionalmente um parasita que causa meningite nos humanos» («Miami luta contra praga de caracóis africanos gigantes», C. R. F., Diário de Notícias, 20.09.2011, p. 26).

     Voltamos aos erros de sempre. E ainda eu escrevia no Assim Mesmo, em Março deste ano, que a «nomenclatura científica lá está a entrar na compreensão de todos, depois de tantas cincadas e tantas críticas». É Achatina fulica que se escreve, caro C. R. F. A razão, se quiser sabê-la, encontra-a naquele blogue ou noutro sítio.

 

[Texto 500] 

Helder Guégués às 08:21 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Erros

Nem vamos ver nem obrigado

 

 

      «O degelo e consequente perda da cobertura gelada da Groenlândia não são afinal tão drásticos como se pensava e, por isso, o mais recente Atlas do Mundo, publicado pela Times Book e considerado uma referência a nível mundial, dá uma visão incorrecta daquela região» («Erro no ‘Atlas do Mundo’ da Times Book», Diário de Notícias, 20.09.2011, p. 30).

      Isto é pasmoso: quanto mais tecnologia, mais erros. E o atlas só custa cerca de 200 euros. Julian Dowdeswell e um grupo de cientistas do Scott Polar Research Institute, da Grã-Bretanha, enviaram uma carta à editora em que afirmaram, pois é o que se pode ver em imagens de satélite recentes, que a diminuição da cobertura gelada não foi tão acentuada, mas a editora desculpou-se: os dados a que recorreu são os do National Snow and Ice Data Center (NSIDC) norte-americano.

      (É uma curiosidade que sinto há muito: será que quem opta por escrever Groenlândia também diz Groenlândia? Algo me diz que não.)

 

[Texto 499] 

Helder Guégués às 07:41 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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21
Set 11

Como se escreve nos jornais

Meteorologia popular e dicionário

 

 

      «O relâmpago, afinal, caiu duas vezes no mesmo sítio» («Pearl Jam e o ‘grunge’ em filme vinte anos depois», Rui Pedro Tendinha, Diário de Notícias, 20.09.2011, p. 47).

      Depois do relâmpago de Filomena Naves, o relâmpago de Rui Pedro Tendinha. Como é que se pode confundir raio com relâmpago? Este é apenas o clarão vivo e rápido que acompanha a descarga eléctrica — o raio propriamente dito. Difícil? A deturpação de Rui Pedro Tendinha alude à crendice popular de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

 

 

[Texto 498] 

Helder Guégués às 06:53 | comentar | favorito
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