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Out 11

Como se escreve nas revistas

Ai, Jasus!

 

 

      Montexto, veja esta: na página 3 da edição desta semana da revista Sábado, ficamos a saber por uma legenda que Marta Ortega, filha do dono da Zara, vai casar-se — «com um cavaleiro hípico»! Com os ricos é tudo assim, redundante, excessivo, perdulário.

 

 

[Texto 578]

Helder Guégués às 17:15 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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Métrica

Actualização ortográfica

 

 

      Na edição da poesia dos clássicos, há ou pode haver actualizações ortográficas desde que a métrica não saia prejudicada. Por exemplo, a célebre canção camoniana «Junto de um seco, fero e estéril monte». Ou será «Junto de hum seco» ou «Junto dum seco»? Estou a pensar em voz alta... (E, embora sem consequência para a métrica, o aborrecido — «Da Natureza em tudo aborrecido» — não seria, e já aqui fálamos de tais alterações ortográficas — aborrescido»? Que acha, Fernando?)

 

[Texto 577]

Helder Guégués às 12:03 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Out 11

«Falir»

Falências linguísticas

 

 

      «Mas enquanto o antigo secretário de Estado das Obras Públicas, o inimitável Paulo Campos, o homem do Aeroporto de Beja, se passeia por aí com a sua conhecida displicência, seria bom que tudo isto fosse muito bem escrutinado e investigado, desde logo na sede própria que é o Parlamento, visto que não é porque o homem saiu do governo que não tem de prestar contas sobre a forma como negociou a revisão das concessões de auto-estrada. Esta gente inconcebível andou a brincar com o nosso dinheiro. E assim se faliu um país» («A factura», Pedro Lomba, Público, 13.10.2011, p. 32).

      «E assim se faliu um país»? Não há melhores formas de dizer o mesmo? Se não nos falir a vontade, sim: «E assim se levou um país à falência.»

 

[Texto 576] 

Helder Guégués às 10:33 | comentar | ver comentários (23) | favorito
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