17
Out 11

Léxico: «quatrínqua»

Alguém o tem visto?

 

 

      «E com isto amaino, beijando essas poderosas mãos uma quatrínqua de vezes, cuja vida e reverendíssima pessoa nosso Senhor, etc.», despede-se Camões numa das cartas. Onde pára (ou «onde para», na nova ortografia) o vocábulo «quatrínqua»? Desapareceu na voragem do tempo. Será castelhanismo? Digo-o, embora, naturalmente, pareça mais directamente provir do latim, porque os dicionários actuais ainda registam quatrinca, do castelhano cuatrinca, quatro cartas do mesmo valor, no jogo.

 

[Texto 585]

Helder Guégués às 22:30 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Tradução: «filo de las hojas»

Dúvida cortante

 

 

      Os livros eram já muito manuseados, tanto «que el filo de las hojas se había granulado». Como traduzir aquele filo de las hojas? Será «rebordo das folhas»? «Extremidade»?

 

 

[Texto 584]

Helder Guégués às 12:58 | comentar | ver comentários (16) | favorito
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17
Out 11

«Primavera Árabe»

Não é só a mesma estação

 

 

      «Tem seguido as Primaveras Árabes. Que impressão tem sobre esse processo?», perguntam, no Público de hoje, Isabel Coutinho e Miguel Gaspar a Ricardo Pereira, director da TV Globo Portugal.

      Já mais de uma vez pensei — perante a diversidade do que leio, mas não só — qual a melhor forma de grafar a expressão. Ocorre-me outra semelhante, a que dá nome à época de descompressão no final do Estado Novo. Assim, vê-se: «primavera marcelista»; primavera marcelista (usada por Cunhal, que acrescentou: «expressão deliciosa»); Primavera marcelista; «Primavera marcelista»; «Primavera Marcelista»; primavera Marcelista... Tanto num caso como no outro, a que me parece que se deve adoptar é com maiúsculas iniciais, sem aspas: Primavera Árabe, Primavera Marcelista.

 

[Texto 583]

Helder Guégués às 09:22 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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