24
Out 11

«Os Monizes»

Isso é agora

 

 

      O autor escreve que «Afonso não podia trair os Moniz», mas, por exemplo, na obra o Retrato de Ricardina, de Camilo Castelo Branco (mas podia dar mais meia dúzia de abonações), pode ler-se: «Além disto, a frequente hospedagem que os Monizes davam ao maior número, se não a todos os presos» (O Retrato de Ricardina, Camilo Castelo Branco. Lisboa: Parceria A. M. Pereira, 4.ª, 1907, p. 66).

 

[Texto 608]

Helder Guégués às 15:37 | comentar | ver comentários (3) | favorito
Etiquetas:

«Sierra Maestra»

E porquê? Tradição?

 

 

      «Não era apenas a classe média cubana, simbolizada na figura austera de um magistrado prestigioso, que encarava com simpatia os guerrilheiros da Serra Maestra» (Opções da Revolução na América Latina, Miguel Urbano Rodrigues. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1968, p. 76).

      Já o tinha pensado mais de uma vez, mas acabei sempre por adiar falar desta questão. Porque é que se há-de dizer e escrever Sierra Maestra? E mesmo Miguel Urbano Rodrigues quase acerta, apenas. É com minúscula: serra Maestra. Na infalível (afirmou-o uma vez Montexto) Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, é assim que se lê.

 

[Texto 607] 

Helder Guégués às 12:59 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:

Acordo Ortográfico

Quase abjecto

 

 

      Acabei de ler o texto semanal de Nuno Pacheco no P2. Está tudo bem (ou mais ou menos), mas a pergunta final, que não é provocatória, como outras, só pode ser parola (sem ofensa, claro): «É nisto que dá o “bom português” que por aí se vende em saldo nas feiras da degradada língua. Será que, em futura reedição, um título de Saramago como Objecto Quase passará a Objeto Quase? Nessa altura, estaremos mesmo num caminho abjecto. Com “c” ou sem ele» («Nem Saramago escapa», Nuno Pacheco, «P2»/Público, 24.10.2011, p. 8).

 

[Texto 606] 

Helder Guégués às 08:00 | comentar | ver comentários (30) | favorito
Etiquetas:
24
Out 11

Nome de casa

Só nosso

 

 

      «George tinha sempre sido Jorge – ou “Jack”, o “nome de casa”, pois “na Guiné toda a gente tem um nome e um nome de casa”» («O “amigo Jack” afinal é George Wright, mas isso não muda nada», Cláudia Sobral, Público, 24.10.2011, p. 8).

      Fez-me lembrar o nom de voisinage nas Antilhas, de que falei aqui.

 

[Texto 605] 

Helder Guégués às 07:38 | comentar | favorito
Etiquetas: