30
Out 11

«Inimigo figadal»

Como esta

 

 

      A confusão não é de hoje, mas agora, aqui à minha frente, preto no branco, ainda parece mais tremenda. Fala-se de reis e aios, e o autor, português, escreve «inimigo fidagal». Por um pouco era «fidalgal», o que não destoaria de tudo o resto. Não, não, não: é figadal que se diz, de fígado, ou seja, profundo, íntimo.

 

 

[Texto 624]

Helder Guégués às 10:01 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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30
Out 11

«Chattering classes»

Há sempre pior

 

 

      O autor quer como abreviação de «supermercado» — super. Assim, em itálico. Ora todas as abreviações obtêm, pelo seu mero uso mais ou menos alargado, o estatuto de palavra plena. Como «híper/híperes», como já vimos no Assim Mesmo.

      E a propósito de abreviações vocabulares, lembro-me sempre dos campeões, os Franceses. «Intelectual», por exemplo, fica intello. Por associação de ideias, chego a outra questão: como traduzir a expressão anglo-saxónica chattering classes? Em francês, intellos de gauche; em espanhol, intelectualóides. Quando no Courrier Internacional alguém a traduziu por «intelectuais de esquerda», Pacheco Pereira, abruptamente, zurziu na publicação: «uma enormidade como tradução». Fernando Madrinha, por sua vez, até pelo atabalhoamento do texto, zurziu em Pacheco Pereira. Que diriam ambos se vissem aqui o meu autor a verter por «classes ruidosas»?

 

[Texto 623]

Helder Guégués às 07:34 | comentar | ver comentários (8) | favorito
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