08
Nov 11

Tradução: «autistic savant»

Para já

 

 

      Surge o termo autistic savant, que aparece vertido para «sábio autista» — mas sempre o vi traduzido por «idiota sábio». Contudo, na época idiota que vivemos, decerto que é considerado politicamente incorrecto. Paciência. Ah, «deficiente mental sábio», sugerem-me.

 

 

[Texto 651]

Helder Guégués às 23:39 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Tradução: «vasculum»

Esta é nova

 

 

    Como se chama a caixa empregada pelos botânicos para recolherem as espécies? Em inglês é vasculum. (O tradutor não viu a frase...) Por acaso, tenho ali uma. Dada a etimologia, «vaso de botânico»? «Caixa»? E se aportuguesássemos — «vásculo»? Já andou um botânico pelo Assim Mesmo, mas ficou muito abespinhado por se lhe apontarem erros.

 

 

[Texto 650] 

Helder Guégués às 23:19 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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Tradução: «post-doc»

Não podia ter sido pior

 

 

      Este aqui, ficamos a saber, tem o ar de quem «está a fazer um posdoc» (looks like a post-doc). Cá não sei, mas no Brasil as próprias universidades publicitam «pós-doc» — mas têm de explicar, como na página da Internet da Escola de Educação Física e Esporte, «pós-doc (Pós-doutorado)».

 

[Texto 649] 

Helder Guégués às 22:14 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Tradução: «window box»

Podia ter sido pior

 

 

      São botânicos amadores (!), vivem na cidade e alguns têm window boxes no apartamento. O tradutor verteu por... «caixas de vidro». Não se trata das prosaicas jardineiras ou floreiras?

 

[Texto 648]

Helder Guégués às 18:38 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Mas é assim

 

 

      «É o uber-texto dos fantasistas anti-semitas dos dois mais recentes séculos. Mesmo assim, como quem experimenta uma tempestade anacrónica que tem tanto de tiro no pé como de ignorante arrogância de Estaline, li no PÚBLICO que um palerma do PCP, no jornal Avante, citou aquele texto inteiramente inventado como se fosse um documento factual» («O mal do folclore», Miguel Esteves Cardoso, Público, 8.11.2011, p. 29).

      Do «uber-texto» não digo nada — mas o nome da publicação comunista é Avante!, com ponto de exclamação. Sempre.

 

[Texto 647] 

Helder Guégués às 09:45 | comentar | ver comentários (11) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Agora é assim

 

 

      «Durante o jogo com o QPR no Estádio Loftus Road, o central inglês do Chelsea John Terry desentendeu-se com Anton Ferdinand, defesa adversário, e tê-lo-á ofendido com insultos racistas. O caso podia ter passado despercebido, não fosse Terry ter sido apanhado pelas câmaras de televisão a proferir a expressão “preto de merda”. No final, Anton mostrou-se abalado com o incidente e disposto a abrir um processo contra o agressor» («Scotland Yard investiga palavras racistas de Terry a Ferdinand», Filipe Escobar de Lima, Público, 8.11.2011, p. 25).

      Mas quem é este Anton — futebolista ou magistrado do Ministério Público?

 

[Texto 646]

 

Helder Guégués às 09:30 | comentar | favorito
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Tradução: «smoking gun»

Prova indesmentível

 

 

      «O Irão não terá ainda uma bomba nuclear, mas já domina os passos necessários para o seu fabrico. Esta será a principal conclusão do relatório que a AIEA irá apresentar esta semana, de acordo com o Washington Post. Não é ainda a prova indesmentível (ou smoking gun, a expressão que tem aparecido com frequência nos media) que vários países ocidentais esperariam. Mas será o suficiente para levar ao debate sobre mais sanções» («Irão já domina os passos para o fabrico da bomba nuclear», Francisca Gorjão Henriques, Público, 8.11.2011, p. 13).

      É uma boa tradução, sim senhor. Não tão sugestiva como o original, mas percebe-se. O português há-de ter um equivalente igualmente sugestivo, mas não me ocorre agora.

 

[Texto 645] 

Helder Guégués às 09:17 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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08
Nov 11

Ortografia: «biossegurança»

Um passo para trás

 

 

      «Os avanços no campo da biologia sintética justificam a criação de uma comissão de bio-segurança encarregada de controlo, supervisão e seguimento das actividades relacionadas com as biotecnologias emergentes. Esta é uma das conclusões do pare- cer de especialistas em bioética de Espanha e Portugal que se debruçaram sobre esta “nova biologia” em que o cientista arrisca na recriação de novos organismos, sintetizando e manipulando ADN» («Portugal e Espanha pedem comissão de bio-segurança», Andrea Cunha Freitas, Público, 8.11.2011, p. 11).

      Cuidava eu que estava completamente assente que os vocábulos com o prefixo bio- não levam hífen: biossatélite, biossegurança, biossíntese...

 

[Texto 644] 

Helder Guégués às 09:09 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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