19
Nov 11

«Plantar provas»

Uma evidência

 

 

      Um jornalista perguntou a Raul Soares da Veiga: «O que é que o seu cliente diz sobre as provas que alegadamente foram plantadas?» Ora consultem lá os dicionários que têm aí à mão. A acepção, que não me parece muito antiga entre nós, não está registada — e não faz mal nenhum, pois é mais um anglicismo semântico. Manchete recente do New York Times: «Mexico: Police Plant Evidence to Justify Illegal Entry, Panel Says».

 

[Texto 695] 

Helder Guégués às 20:33 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como falam os advogados

E não podia esforçar-se um pouco?

 

 

      Uma conversa técnica. Raul Soares da Veiga, um dos advogados de Duarte Lima, à saída de uma visita ao seu constituinte: «A conversa que temos com um cliente que é advogado é uma conversa um bocado diferente do que temos com um cliente que não seja advogado, não é? Falamos das coisas já sob o ponto de vista técnico, definindo as normas, os factos... Enfim, tudo isso tem uma certa implicação que não dá para vos traduzir em linguagem leiga porque nós não usamos linguagem leiga, não é?»

 

[Texto 694]

Helder Guégués às 20:10 | comentar | favorito
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Tradução: «aditional»

Não me parece

 

 

      «Passados todos estes anos de silêncio sobre o caso, as autoridades judiciais de Los Angeles anunciaram a reabertura das investigações, alegando terem sido contactadas por pessoas que reclamam ter em sua posse “informações adicionais” acerca do afogamento» («Acidente? Três décadas depois, o caso Natalie Wood foi reaberto», Susana Almeida Ribeiro, «P2»/Público, 19.11.2011, p. 11).

      Claro que temos a palavra, mas quem fala assim? Não será mais natural traduzir por «outras informações» ou «mais informações»?

 

 

[Texto 693] 

Helder Guégués às 18:37 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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19
Nov 11

Léxico: «transbordo»

Ou transbordamento

 

 

      «O vereador da Protecção Civil da Câmara Municipal de Cascais confirmou que “a chuva forte causou o transbordo da ribeira das Marianas e da Alapraia”, esta última em São João do Estoril. “As terras estão muito saturadas e quando há esta chuva intensa repentina, como a que aconteceu eram cerca das 17h, não há como evitar situações destas”, sustentou Pedro Mendonça» («Chuva fez transbordar ribeiras e causou inundações em Cascais e Oeiras», Público, 19.11.2011, p. 32).

      Nesta acepção de extravasamento, não é muito comum. Comum é na acepção de passagem de viajantes ou de mercadorias de um barco ou comboio para outro.

 

 

[Texto 692] 

Helder Guégués às 17:54 | comentar | favorito
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