02
Dez 11

Tradução: «padrão-ouro»

Também nesta acepção

 

 

      Gold standard tem tradução perfeita em «padrão-ouro» — mas apenas na sua acepção principal: sistema monetário que vigorou até à Primeira Guerra Mundial. Ou não será assim? Para traduzir a acepção de benchmark, há-de parecer, sobretudo porque não está registado nos dicionários gerais, que não tem correspondência. Mas tem. Na literatura médica em língua portuguesa, o termo «padrão-ouro» é empregado com alguma frequência.

 

[Texto 753]

Helder Guégués às 22:30 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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Sobre «icónico»

Encaixa esta

 

 

      «A manipulação de imagens é prática comum numa era dominada pelo digital, mas na verdade remonta aos primórdios da fotografia. Uma das primeiras a ser retocadas manualmente data de 1939 e mostra o primeiro-ministro-canadiano [sic] William Lyon Mackenzie King, a rainha consorte do Reino Unido e o rei Jorge VI. Este acabou por ser retirado (à esquerda). Porém, já em 1860 se alteravam imagens. O icónico retrato do antigo presidente norte-americano Abraham Lincoln é uma composição da sua cabeça com o corpo do político John Calhoun» («Antes de a informática nascer já se manipulavam fotografias à mão», Ana Filipe Silveira, Diário de Notícias, 30.11.2011, p. 50).

      Nesta acepção, é anglicismo semântico. O Dicionário Houaiss é dos poucos dicionários que o registam: «pessoa ou coisa emblemática do seu tempo, do seu grupo, de um modo de agir ou pensar, etc.».

 

[Texto 752]

Helder Guégués às 21:05 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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02
Dez 11

«Desadequado», de novo

Sem ofensa

 

 

      «Dir-se-á que muito mudou no último milénio e tal e que as objecções de Stephen Fry são desadequadas» («A letra C», Pedro Mexia, Atual/Expresso, 19.11.2011, p. 3).

      Já tinha passado um traço por cima de «desadequadas» quando me lembrei — quase a tempo — da recomendação de Fernando Venâncio. Foi só em Maio deste ano, caramba, pensava que já tinham passado anos. Ainda hoje tenho as orelhas a arder, os olhos doloridos, o colarinho amarrotado, continuo afogueado (para citar ao contrário Rubem Braga). Concordo com muito do que Fernando Venâncio afirma, mas quanto à filtragem das formas impróprias se ir fazendo com bastante frequência, não me parece. Vão-se consolidando formas mais recomendáveis e outras nada recomendáveis, num processo que, se não é aleatório, não é deliberado nem objecto de consenso. Nem satisfatório.

 

[Texto 751]

Helder Guégués às 07:15 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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