10
Dez 11

«Pôr ao serviço»

Outro século

 

 

      «[Luiz Francisco Rebello] Foi “um autor de referência para o teatro português”, frisou o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, “um dramaturgo de excelência, que contribuiu para a dignificação desta arte e que colocou o teatro ao serviço da luta pela liberdade”» («“Ele era uma enciclopédia viva do teatro”», Alexandra Prado Coelho, «P2»/Público, 10.12.2011, p. 10).

      «Faço votos por que o Sr. Presidente do Conselho se apresse em pôr ao serviço da Nação um novo dente» (Farpas, vol. 4, Ramalho Ortigão. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1953, p. 62).

 

 

[Texto 798]

Helder Guégués às 19:17 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Excrescências

 

 

      O professor universitário galego que dedicou quase quinze anos a investigar a história chama-se Narciso de Gabriel. Vai daí: «“Fiz várias indagações para tentar confirmá-lo, mas ainda não consegui. Em todo o caso, a notícia é seguramente verídica e ilustra bem as dificuldades que sofriam, e ainda sofrem, as pessoas que têm uma orientação ou uma preferência sexual que não corresponde ao cânone social”, diz de Gabriel» («Marcela e Elisa, um amor de contrabando», Jorge Marmelo, «P2»/Público, 10.12.2011, p. 5).

 

[Texto 797]

Helder Guégués às 18:40 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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«Levar o nome»

Uma forma de contrabando

 

 

      «Existe ainda, em Espanha, um prémio que leva o nome de Elisa e Marcela, destinado a distinguir iniciativas que defendam os direitos dos homossexuais. E a Universidade da Corunha tem actualmente em exposição uma mostra dedicada ao tormentoso caso das duas mulheres» («Marcela e Elisa, um amor de contrabando», Jorge Marmelo, «P2»/Público, 10.12.2011, p. 4).

      Mas esta não é forma de dizer inteiramente castelhana? «Muy semejante al libro que lleva el nombre de Juan Díaz Rengifo es el rarísimo Cisne de Apolo» (Historia de las ideas estéticas en España: Siglos XVI y XVII, Menéndez y Pelayo. Madrid: Imprenta de A. Pérez Dubrull, 1896, p. 321).

 

 

[Texto 796] 

Helder Guégués às 17:15 | comentar | ver comentários (9) | favorito
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Ortografia: «regurgitar»

Já foi como escrevem

 

 

      «Quem viu a procissão de automóveis numa ordem impecável regorgitar à porta da Cimeira a enorme legião dos poderosos da “Europa” ficou provavelmente a pensar que lá dentro as coisas se passariam com a mesma eficiência e regularidade» («Uma cimeira», Vasco Pulido Valente, Público, 10.12.2011, p. 44).

      Já se escreveu assim, já, mas agora escreve-se «regurgitar». Quando se lêem muitas obras do século XIX, dá nisto. Igual desculpa não terá, decerto, Mário Zambujal, e no entanto: «Recomendei a Cacilda que desse uma boa volta, o Casino regorgitava de homens, alguns americanos fardados de branco» (Já não Se Escrevem Cartas de Amor. Revisão de Eda Lyra. Lisboa: A Esfera dos Livros, 2008, 4.ª ed., p. 64).

 

[Texto 795]

Helder Guégués às 15:25 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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10
Dez 11

«Você», de novo

Você, Judite

 

 

      Judite de Sousa, na TVI, entrevistou ontem Mira Amaral, o presidente do Banco BIC. Senhor engenheiro para aqui, senhor engenheiro para ali e ele — «Como é normal, quando você compra uma casa e faz o contrato-promessa de compra e venda, tem de pagar um sinal.» Só alguns professores universitários é que acham isto desrespeitoso, ou anormal, ou desnecessário.

 

 [Texto 794]

Helder Guégués às 15:11 | comentar | ver comentários (16) | favorito
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