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Dez 11

«Execução com um tiro»

Já não tem emenda

 

 

      «A execução com um tiro na cabeça do ourives Vítor Costa, na Azinhaga das Galinheiras, em Lisboa, na noite de sexta-feira, é um exemplo de como os bandos de assaltantes de ourivesarias estão cada vez mais violentos» («Gangue das ourivesarias são violentos e polivalentes», Rute Coelho, Diário de Notícias, 18.12.2011, p. 20).

      Até parece que o desgraçado foi sentenciado, em tribunal marcial, por traidor e executado.

 

[Texto 852]

Helder Guégués às 13:07 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Como se escreve nos jornais

Hum...

 

 

      «O facto de ter sido o herói da Segunda Guerra – o primeiro-ministro que avançou para o confronto com Hitler quando, na Grã-Bretanha, havia um sentimento pró-germânico bastante instalado – é tão poderoso que atira para plano secundário um facto interessante» («Winston Churchill. As memórias extraordinárias do homem das nossas vidas», Ana Sá Lopes, i, 17.12.2011, p. 8).

     O facto... o facto. Não é um pouco circular? Não são factos a mais? O que mais me espantou, porém, foi uma citação que Ana Sá Lopes faz da obra Memórias da II Guerra Mundial, de Winston S. Churchill (Texto Editora, 2011): «A ascensão de Hitler é explicada em parte pela violenta crise económica e pelo desemprego generalizado: “No auge da inflação, uma libra esterlina valia 4,3 biliões de marcos. As consequências sociais e económicas dessa inflação foram fatais e de grande alcance.”» Uma libra esterlina valia mesmo 4,3 biliões de marcos?

 

[Texto 851]

Helder Guégués às 12:28 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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18
Dez 11

«Adstrito»

Obrigado a

 

 

      «A governante [Assunção Cristas] desvalorizou os casos em que houve diminuição de quota, sublinhando que “são casos com pouca expressão em Portugal e em que, normalmente, não cumprimos sequer a quota que nos está adstrita e que, portanto, não nos preocupam”» («Armadores colocam reservas às quotas de pesca para Portugal», Virgínia Alves, Diário de Notícias, 18.12.2011, p. 33).

      É a quota que nos está adstrita ou nós que estamos adstritos à quota? Adstrito significa obrigado a; constrangido, sujeito. Foi um termo mal aprendido nos livros de Direito, em que se usa tanto.

      «De modo geral, o camponês está adstrito a um passadio frugal, esgotadas as reservas da salgadeira nos meses ingratos do Inverno, e carne, se a vê, é nos açougues da vila, quando vai à feira comprar os alhos» (Aldeia: Terra, Gente e Bichos, Aquilino Ribeiro. Lisboa: Livraria Bertrand, 1964, p. 108).

 

[Texto 850] 

Helder Guégués às 11:43 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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