04
Jan 12

Interjeições

Used to express hesitation

 

 

      Em inglês, pois claro, pois nós não temos nada que se pareça... «– Oh... er... nada! – disse a Matilde alegremente. – Apenas algumas coisas que não consegui meter na minha mala. O cesto estava vazio, por isso pensei em usá-lo para levar outras coisas. Sabes como é? Por falar nisso, como te desenrascaste com o projecto de férias? – acrescentou, mudando rapidamente de assunto» (A Bruxinha Desastrada Entra em Acção, Jill Murphy. Tradução de Maria Clarisse Silva. Porto: Asadelta, 2010, pp. 13-14). «– Ei, Matilde! – gritou a Mónica, acenando com entusiasmo. – Aqui» (idem, ibidem, p. 25).

 

[Texto 907]

Helder Guégués às 23:00 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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«Iowans»?

Ora esta

 

 

      «Bem-vindos ao Iowa. Se têm carro, estão com sorte. Se não têm, o mais certo é não serem do Iowa. A capital, Des Moines, pode ser uma cidade pequena (200 mil habitantes), mas não foi desenhada para andar a pé. E o clima nesta altura do ano? Sol enganador, vento gélido, um grau abaixo de zero. Para os iowans, isto não é nada, mas isso é porque raramente saem dos seus SUVs com ar condicionado» («Os dentes imaculadamente brancos de Mitt Romney e o futuro da América», Kathleen Gomes, Público, 4.01.2012, p. 17).

      Temos de aprender inglês à viva força. Já não há em português palavras que cheguem.

 

[Texto 906]

Helder Guégués às 20:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Sobre «barullo»

Devem-nos esta

 

 

      «El juez José Castro acudió, de manera excepcional, a tomar declaración a un imputado en la sede de la Fiscalía en Palma. Una discreción obligada para cerrar una decisión largamente meditada, negociada por el afectado. Pepote, el jueves 15 de diciembre, declaró al atardecer para evitar los ojos de periodistas y el barullo de la sede de los juzgados» («Pepote, amigo de Urdangarin, dio al juez las claves contra el duque», Andreu Manresa, El País, 3.01.2012).

      O étimo é, pois claro, o português «barulho» e a acepção confusão, desordem ruidosa entre muitos.

 

[Texto 905]

Helder Guégués às 14:01 | comentar | ver comentários (44) | favorito
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«Focado»

Irritante

 

 

      «Agora, depois de meses a pedalar, às vezes cheia de entusiasmo, outras em modo deprimido, Sarah [Outen] pode fazer um balanço e começar a olhar para a frente. “Sou teimosa e focada, por isso desistir e regressar a casa nunca foi uma opção. Quando as coisas estavam difíceis, concentrava-me em continuar a avançar e procurava o equilíbrio psicológico”» («Uma mulher à volta do mundo», Luís Francisco, «P2»/Público, 4.01.2012, p. 8).

      Mais um modismo, este muito do agrado de certos tradutores. Até para Malaca Casteleiro isto «é uma barbaridade». Repare-se que Sarah Outen é focada e se concentra... Não será assim quando está «em modo deprimido».


 

[Texto 904]

Helder Guégués às 09:34 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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04
Jan 12

Como se escreve nos jornais

Ao lado

 

 

      «“Foi uma surpresa para nós”, disse ao PÚBLICO Deborah Power, do Centro de Ciências do Mar (CCMAR), responsável pela investigação, ao lado de Frederico Batista e Ana Grade, da Estação Experimental de Moluscicultura de Tavira do Ipimar» («Investigadores descobrem pérolas em várias ostras no Algarve», Helena Geraldes, Público, 4.01.2012, p. 32).

      «Responsável... ao lado de...» Enfim, é uma maneira de escrever, e não das melhores.

 

[Texto 903]

Helder Guégués às 09:33 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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