25
Jan 12

Islamita/islamista

Se o número contasse sempre

 

 

      «Tanto a transparência das eleições como a vitória de um partido islamita teriam sido impossíveis durante a era Mubarak» («A revolução que ainda está por acontecer», Francisco Serrano, i, 25.01.2012, p. 28).

      A maioria dos dicionários portugueses é esta a única forma que regista, ainda que «islamista» seja, de longe, a forma mais usada. Já se consultarmos o Dicionário da Real Academia Espanhola, vemos que foram acolhidas ambas. A Fundéu apenas recomenda que se não confundam os vocábulos «islâmico» e «islamista»: «Islámico es aquello que está relacionado con el islam: cultura islámica, arquitectura islámica... Islamista es aquello que hace referencia a los musulmanes que propugnan la aplicación de la ley islámica en la vida política.»

 

 

[Texto 1014]

Helder Guégués às 21:35 | comentar | favorito
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Caimãs/Caimão

Para eles

 

 

      «O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) justificou ontem, no Parlamento, a transferência dos depósitos do banco público que estavam na Madeira para as ilhas Caimãs e para Macau como a única forma de evitar perder os clientes não-residentes» («Ilhas Caimãs evitaram perda de clientes, diz a CGD», Público, 25.01.2012, p. 14).

      Eu pensava que em Portugal só dizíamos ilhas Caimão. Não posso é criticar o jornalista, pois é a ortografia recomendada no Livro de Estilo do Público.

 

[Texto 1013] 

Helder Guégués às 21:12 | comentar | favorito
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25
Jan 12

Não é a nossa língua

Caramba

 

 

      «Uma das ruas mais pitorescas de Cambridge dá pelo nome de Portugal Street. Desemboca na Portugal Place, perto dos agradáveis greens daquela cidade universitária inglesa que se estendem nas traseiras dos colégios mais famosos, ao longo do rio Cam. Parece que o nome da praça e da rua, de belas e antigas casas alinhadas, se deve à proximidade do cais onde era desembarcado o vinho do Porto que vinha para as mesas dos colégios, designadamente para as high tables, onde só o master, os fellows e os seus convidados têm lugar» («Portugal em Cambridge», Carlos Fiolhais, Público, 25.01.2012, p. 29).

      Conheço muito bem — só que nunca me passou pela cabeça chamar-lhes tal coisa, e muito menos na escrita.

 

[Texto 1012]

Helder Guégués às 10:45 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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