23
Fev 12

Inanidades em vez de notícias

Ah! Je suis fadé!...

 

 

      «As mulheres que participavam nestas festas eram prostitutas que trabalhavam para Dodo La Saumure (a Salmoura), proprietário de vários bordéis na Bélgica, junto à fronteira» («Strauss-Kahn será arguido por suspeita de cumplicidade em proxenetismo e receptação», Clara Barata, Público, 23.02.2012, p. 18).

      Sim, saumure significa «salmoura», como dodo quer dizer «caminha» e «oó» — e depois, cara Clara Barata, que acrescenta isso à notícia senão caracteres? Está aqui a escapar-me alguma coisa? Se se chamasse Dodo le Branleur, ainda vá que não vá.

 

[Texto 1139]

Helder Guégués às 22:25 | comentar | favorito
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Como se fala na rádio

Filosofices

 

 

      «Uma semana depois de terminar o prazo dado às autarquias para apresentarem um plano de pagamento das dívidas à Águas de Portugal (AdP), o Ministério do Ambiente não divulgou quantas câmaras cumpriram as orientações da tutela» («Dívidas das câmaras à Águas de Portugal sem plano», Público, 23.02.2012, p. 7).

      Sim, subentende-se ali a palavra «empresa», mas não deixa de ser estranho. «Uma semana depois de terminar o prazo dado às autarquias para apresentarem um plano de pagamento das dívidas à empresa Águas de Portugal, etc.» «Bem vindo à Águas de Cascais», li hoje mal entrei no edifício da empresa na Avenida do Ultramar. (E na Antena 2 ouvi uma entrevista a Eduardo Lourenço em que o filósofo falava da nossa «ex-África».)

 

[Texto 1138] 

Helder Guégués às 22:23 | comentar | favorito
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Como se fala na rádio

Levado ao extremo

 

 

      Rui Pedro, disse Pedro Malaquias na revista de imprensa na Antena 2, hoje de manhã, «está desaparecido em parte incerta». Se estivesse desaparecido em parte certa, provavelmente já teria sido encontrado...

 

[Texto 1137]

Helder Guégués às 13:12 | comentar | favorito
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«Prescindir de»

Pode acontecer

 

 

      «Bem sabemos que o país vive a hora de prescindir os anéis para salvar os dedos. Mas a pressão dos cortes não deve ser um rolo compressor que faça tábua rasa de um passado», lê-se no editorial de hoje do Público. Como pode não ser gralha, é conveniente dizer que está errado. Correcto é prescindir de.

 

[Texto 1136]

Helder Guégués às 13:03 | comentar | favorito
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23
Fev 12

Como se escreve nos jornais

Chega: já sabemos

 

 

      «Paszkowski era um amigo chegado de DSK, como os franceses lhe chamam, aquele com quem ele trocava sms [sic], que no âmbito do processo são passados a pente fino, em busca de pistas. Os juízes tentam determinar se o ex-dirigente do FMI sabia ou não que as festas se faziam com prostitutas. Strauss-Kahn garante que não» («Strauss-Kahn será arguido por suspeita de cumplicidade em proxenetismo e receptação», Clara Barata, Público, 23.02.2012, p. 19).

      Depois de meses e meses a escreverem o mesmo, será necessário que à abreviatura DSK se siga sempre o apêndice «como os franceses lhe chamam»?

 

[Texto 1135]

Helder Guégués às 07:40 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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