04
Fev 12
04
Fev 12

Ortografia: «rubrica»

Ainda?

 

 

      «O ex-director de informação das rádios do grupo RTP assumiu ontem toda a responsabilidade pela suspensão da rúbrica de opinião “Este Tempo” na Antena 1» («Ex-director de informação da RDP nega “pressões internas e externas”», Márcia Oliveira, i, 4.02.2012, p. 42).

      Cara Márcia Oliveira, escreve mal porque também há-de pronunciar incorrectamente: rubrica, em todas as acepções, é vocábulo paroxítono, e por isso deve pronunciar-se /brí/ e não /rú/.

 

 

[Texto 1054]

Helder Guégués às 13:50 | comentar | favorito
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03
Fev 12

Graus Celsius

Sempre a desaprender

 

 

      «As temperaturas vão hoje continuar a cair em todo o país. A madrugada de amanhã será gelada, com muitos pontos do território continental com os termómetros abaixo de zero. Para o distrito de Bragança, prevêem-se oito graus Celsius negativos (-8.ºC). São esperados ainda -6.ºC em Vila Real, -4.ºC na Guarda, em Braga e em Viseu, -3.ºC em Évora e Portalegre e -2.ºC no Porto e Leiria. No litoral sul, o frio não chegará para congelar. Em Lisboa, a mínima prevista é de 2.ºC» («Massa de ar polar deixa Portugal abaixo de zero», Ricardo Garcia, Público, 3.02.2012, p. 12).

      Ricardo Garcia, então é assim que escreve os graus Celsius? Veja lá isso melhor.

 

[Texto 1053]

Helder Guégués às 09:06 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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03
Fev 12

CCB deixa de aplicar AOLP90

Circular interna

 

 

      Não foi nenhuma surpresa nem é, salvo melhor opinião, nada que tenha outro valor que não o simbólico, mas, ainda assim, é manchete no Público de hoje: «Vasco Graça Moura dá ordem a serviços do CCB para não aplicarem Acordo Ortográfico». «O recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico (AO) e para que os conversores — ferramenta informática que adapta os textos ao AO — sejam desinstalados de todos os computadores da instituição. [...] A questão que agora se coloca é a de saber se esta medida é legal, já que, ainda no Governo de José Sócrates, uma resolução do Conselho de Ministros, datada do dia 25 de Janeiro de 2011, veio ordenar que o AO fosse adoptado por todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo Governo. [...] O PÚBLICO tentou ainda obter uma reacção de Francisco José Viegas, mas não a conseguiu em tempo útil. Uma fonte da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) adiantou, no entanto, que a posição da SEC deverá ser a de que o CCB, sendo uma fundação pública de direito privado, não estará obrigado a adoptar o acordo antes da data prevista para a sua aplicação generalizada, em 2014» («Graça Moura dá ordem aos serviços do CCB para não aplicarem Acordo Ortográfico», Luís Miguel Queirós, Público, 3.02.2012, p. 4). Iniciativa meritória é a tentativa de recuperação dos que se conspurcaram com as novas regras ortográficas: «O documento informa ainda que o CCB irá inscrever no seu plano de actividades para 2012, a “título experimental”, um curso livre de ortografia da língua portuguesa.»

 

 

[Texto 1052]

Helder Guégués às 08:40 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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02
Fev 12

Tradução: «vegetable»

Animal, mineral...

 

 

      «A uma revista, o apresentador Jay Leno disse uma vez que não comia vegetais desde 1969 e que a última maçã que comera fora em 1984. Anteontem quebrou o jejum de frutas e vegetais graças à sua convidada de honra, Michelle Obama» («Campanha Michelle consegue pôr Leno a comer vegetais», «P2»/Público, 2.02.2012, p. 15).

      Vegetables, veggies, não é? Vegetais... pois.

 

[Texto 1051]

Helder Guégués às 23:27 | comentar | favorito
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Tradução: «coroner»

A mesma dúvida

 

 

   «Demitiu-se a médica legista [sic] que investigou a causa de morte da cantora britânica Amy Winehouse, em Julho, porque não tinha a experiência necessária para exercer as funções. Suzanne Greenaway tinha sido nomeada pelo marido, anunciou a família da cantora» (Público, 2.02.2012, p. 25).

  Lê-se no The Sun: «The coroner who oversaw the inquest into Amy Winehouse’s death has resigned after it was revealed that she was not technically qualified to take on the role.» Coroner, então. A tradução deste vocábulo já nos ocupou mais de uma vez no Assim Mesmo. Continua o The Sun: «Rules state she could only be appointed if she had been in the Law Society as a solicitor for at least five years. But she only joined two-and-a-half years ago. The law also requires her to have five years as a “qualified medical practitioner”. But she only qualified only as a nurse in her native Australia and worked as a lawyer there. Potentially, every one of the 30 or so inquests she presided over could be declared illegal.»

 

[Texto 1050] 

Helder Guégués às 22:51 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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02
Fev 12

Tradução: «en faire des tonnes»

Toneladas

 

 

      Lê-se no original: «On pourrait croire que Serge en fait des tonnes mais pas du tout, c’est quasiment son style ordinaire.» Foi traduzido assim: «Poderíamos pensar que Serge faz demasiado, mas não, é quase o seu estilo normal.» Acontece que, vertido desta forma, não significa nada. Só num dicionário, e consultei quatro, é que encontrei esta tradução. Na Internet, porém, encontrei: faire des tonnes é exagerar. Assim, sim. Alguém conhece?

 

[Texto 1049]

Helder Guégués às 20:30 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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01
Fev 12

Tradução: «combinaison»

Que mariquice

 

 

      E então lá apareceram os técnicos forenses «avec des combinaisons de cosmonautes». Não é preciso consultar Paulo Rónai para sabermos que os técnicos vieram vestidos com fatos-macaco. Mas aqui leio que vieram com «combinações», a peça de roupa interior do vestuário feminino. O inspector não os deixaria trabalhar em tais preparos. Acho eu.

 

[Texto 1048]

Helder Guégués às 13:58 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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01
Fev 12

«Guia Prático de Tradução Inglesa»

Falta para o francês

 

 

      «Tractor de obra», lia-se na tradução. «Tracteur de chantier», lia-se no original. Embora não se trate de falsos cognatos, mas de mera tradução literal, lembrei-me de uma obra quase monumental sobre falsas semelhanças na tradução do inglês: Guia Prático de Tradução Inglesa, de Agenor Soares dos Santos. Mais do que recomendável. Infelizmente, não está à venda nas nossas livrarias; felizmente, podemos comprá-la, por exemplo, na Wook. Em pouco mais de uma semana, temos os CTT Expresso a tocar-nos à campainha.

 

[Texto 1047]

Helder Guégués às 12:27 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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