07
Mar 12

Sobre «presidenta», de novo

A propósito

 

 

      «O famigerado cronista da ordem dominicana [Fr. Luís de Sousa] empregou a palavra presidente como comum aos dois géneros. Hoje por analogia com os biformes em o, a, dá-se a forma feminina com a desinência a a alguns dêsses vocábulos, primitivamente uniformes, terminados em nte, em sua maioria derivados verbais, particípios activos que fazem de nomes e adjectivos. Assim é que infante e parente, que eram invariáveis, admitem hoje as formas infanta e parenta. Quanto a presidente, que o frade de Bemfica empregou como comum, outro esmerado escritor português, A. F. de Castilho, trá-lo como variável, mudando-lhe o e por a na formação do feminino. No Novo Dic. de Cândido de Figueiredo, 2.ª ed., já se consigna a terminação feminina de presidente: o termo vem assinalado com asterisco, o que quer dizer que inda não corria autorizado pelos dicionaristas portugueses, e cita-se um exemplo que eu já citara nos Novos Estudos (Rio, 1911), em que o Castilho concedeu terminação feminina ao nome em questão, estampando presidenta a páginas 128 das Sabichonas» (Fatos da Língua Portuguesa, Mário Barreto. Rio de Janeiro: Presença Edições, 3.ª ed., facsimilada, 1982, p. 203).

 

[Texto 1193]

Helder Guégués às 10:26 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Aviso para o presente

Barbaridades dos revedores

 

 

      «Em Lisboa tem a Parceria António Maria Pereira reeditado muitas obras do célebre romancista Camilo Castelo Branco. Reedições são estas que não podem merecer a estima nem a confiança dos estudiosos por estarem lastimávelmente inçadas de erros tipográficos que revelam uma revisão nada acurada; por nelas se encontrar a cada passo desordem de paginação, e ainda porque, confrontando estas novas edições com as da vida do autor, falecido em 1890, se notam não poucas inexactidões na reprodução do texto, o que tudo representa, alêm do mais, grave irreverência á memória do autor reeditado, a quem assim atribuem tipógrafos e revedores as suas próprias barbaridades» (Fatos da Língua Portuguesa, Mário Barreto. Rio de Janeiro: Presença Edições, 3.ª ed., facsimilada, 1982, p. 149).

 

[Texto 1192] 

Helder Guégués às 01:00 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Como se fala na televisão

E em todo o lado

 

 

      Dez Estados norte-americanos escolhem o candidato republicano para defrontar Barack Obama. A jornalista da RTP Márcia Rodrigues está lá. «É uma data especial. Chamam-lhe Superterça-Feira, em regra o dia onde se conhece o candidato do Partido Republicano à Casa Branca.» «O dia onde»! O meu favorito é Mitt Romney, porque o homem tem muitíssimo dinheiro, muito humor e algumas ideias: «Preciso do vosso voto, votai as vezes que vos deixarem...»

 

[Texto 1191]

Helder Guégués às 00:49 | comentar | favorito
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07
Mar 12

Agora que não é agora nem logo

Now

 

 

      Joana Rombert, terapeuta da fala, esteve ontem no Bom Dia Portugal. Ah, sim, porque ontem foi Dia Europeu da Terapia da Fala. E deve-se ir ao médico de família ou directamente ao terapeuta da fala? «Pode ser directamente à terapia da fala. Agora, muitas vezes a criança pode ter que fazer um despiste auditivo.»

 

[Texto 1190]

Helder Guégués às 00:21 | comentar | ver comentários (9) | favorito
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