11
Mar 12

Adjectivos relativos aos signos

Indivíduo nascido sob o signo de...

 

 

      O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora regista-os quase todos: «aquariano», «pisciano», «taurino», «geminiano», «canceriano», «leonino», «virginiano», «libriano», «escorpiano», «sagitariano», «capricorniano». Onze. Falta um: o relativo ao indivíduo nascido sob o signo de Carneiro. Para aquele dicionário, porém, «ariano» é somente o seguidor de Ário, o presbítero alexandrino herético, ou do arianismo. Já sugeri a inclusão. O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, sempre tão pressuroso a incluir termos, está no extremo oposto: apenas regista um (aldemenos às 18h32), «taurino». Não é estranho?

 

[Texto 1209] 

Helder Guégués às 18:34 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Fazer: verbo vicário

Como «vigário», outro substituto

 

 

      «“Peço-vos que me encomendeis muito a ela. Levantou o enfêrmo as mãos, e com grande segurança prometeu que o faria.” (Hist. de S. Dom., part. I, liv. II, capítulo XXII).

      O frade historiador empregou aqui o verbo fazer para evitar a repetição de outro verbo. Chama-se ao verbo fazer, assim usado, verbo vicário. Pudera tambêm chamar-se-lhe verbo supletório» (Fatos da Língua Portuguesa, Mário Barreto. Rio de Janeiro: Presença Edições, 3.ª ed., facsimilada, 1982, p. 219). Vicário quer dizer substituto. Ainda recentemente empreguei aqui no blogue o verbo fazer desta forma.

 

 

[Texto 1208]

Helder Guégués às 16:54 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Em lugar de grande destaque»

Não lhes interessa a ordem

 

 

      Vasco Botelho de Amaral condenou o uso do galicismo destaque, «muito usado», escreveu, «na expressão “figura de destaque”. Substitua-se: figura notável, célebre, conhecida, fora do vulgar, distinta, eminente, etc.» A expressão era meramente exemplificativa, pois desde o século XIX que se usa igualmente a expressão em lugar de (grande) destaque. Ora, ultimamente, em vez desta, estou a ver muito a expressão deturpada «em grande lugar de destaque».

 

[Texto 1207]

Helder Guégués às 10:51 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Sobre «maccartista»

Já vimos, mas esquecem-se

 

 

      «[Alan Lomax] De esquerda, investigado pelo FBI, deixaria o sufoco maccartista no início da década de 50, rumo a Inglaterra. Depois, quis mais. Espanha, Itália, Rússia, Marrocos... Através da música, quis perceber o mundo» («Mergulho no arquivo do homem que gravou música para explicar o mundo», Mário Lopes, Público, 10.03.2012, p. 26).

      Um dia, todos saberão que,  tratando-se de um derivado formado já na língua portuguesa, não precisa de ser grafado em itálico. Também se pode escrever macartista.

 

[Texto 1206]

Helder Guégués às 09:20 | comentar | favorito
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11
Mar 12

Lourignac!

Acham isto normal?

 

 

      «A cooperativa conta apenas com três empregados fixos e não tem um departamento comercial, nem recursos para investir em feiras. A exportação não é, para já, uma opção, mas João Catela [presidente da direcção da Adega Cooperativa da Lourinhã] diz que a designação “Lourignac”, por alusão ao Cognac e ao Armagnac, pode ser uma boa ideia para os mercados externos. “[Há porém] quem critique por estarmos a afrancesar um produto nacional.”» («Na Lourinhã, o segredo do negócio da aguardente está em saber esperar», Carlos Cipriano, Público, 11.03.2012, p. 25).

 

[Texto 1205]

Helder Guégués às 06:48 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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