15
Abr 12

Léxico: «sanguinoso»

Bem-vindo

 

 

      «À Nigéria, que nestes últimos tempos foi palco de sanguinosos ataques terroristas, etc.», acabo de ler. É termo pouco empregado actualmente.

      Citemos Alexandre Herculano (vejam lá como pronunciam o nome): «Desde esse momento a questão política simplificou-se e os muçulmanos viram, enfim, a que abismo os haviam conduzido as suas longas e sanguinosas rixas» (História de Portugal, Tomo I, Alexandre Herculano. Lisboa: em Casa da Viúva Bertrand e Filhos, 3.ª ed., 1863, pp. 124-25 [ortografia actualizada por mim]).

 

[Texto 1371] 

Helder Guégués às 16:54 | comentar | favorito
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«Esse» é o nome da letra

Aos esses e aos loros

 

 

      «Teve um trabalhão imenso a apagar as mil e uma mensagens, todas iguais ou quase, mas com assinaturas diferentes, e decidiu ler o jornal. Pegou no Astro. E deu de caras com o Saraiva. Naquela semana só lhe saíam ésses. [...] Mas chega de ésses, que uma semana com Sizzla e Saraiva já é traumática quanto baste» («Uma semana aos ésses», Nuno Pacheco, «2»/Público, 15.04.2012, p. 39).

      Sim, chega de «ésses», até porque o nome da letra não é assim que se escreve, mas «esse». Essa é que é essa. Agora que já sabe, não tenha receio, Nuno Pacheco, ninguém confunde.

      «Sequência: a magra avança aos esses para o cabo miliciano e para o cabo sem miliciano, chama a velha que se escapava, reconstitui o terceto do crime e diz. Que o cabo miliciano é um traste (palmas do pelotão, que eu resolvo não suster)» (Walt ou o Frio e o Quente, Fernando Assis Pacheco. Lisboa: Bertrand Editora, 1979, p. 13).

 

[Texto 1370]

Helder Guégués às 13:39 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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15
Abr 12

«Hei-de continuar a escrever acto e facto»

Grande e lamentável equívoco

 

 

      «Primeiro, em mais do que uma sessão tive de responder se me rendera, visto que neste jornal não sigo o acordo. Como os leitores do PÚBLICO sabem, este jornal não segue o acordo mas tem colunistas que o seguem e isso aparece assinalado. Não é o meu caso nem imagino que venha a ser, hei-de continuar a escrever acto e facto e enquanto o PÚBLICO quiser assim será publicado. Mas noutro meio ou em livro não farei o editor não seguir o acordo, tal como não quero que me façam segui-lo» («Acordo desortográfico», Alexandra Lucas Coelho, «2»/Público, 15.04.2012, p. 38).

      Grande e repetido equívoco. Alexandra Lucas Coelho já viu algum seguidor português, não ignorante, do Acordo Ortográfico que escreva «fato» em vez de «facto»? Ou julga acaso que o AO manda que escrevamos dessa forma?

 

[Texto 1369]

Helder Guégués às 13:01 | comentar | favorito
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