22
Abr 12

Brinquedos ópticos

Paciência

 

 

      Sem gaguejar, o funcionário do Museu da Marioneta disse que as nossas criancinhas iam fazer «folioscópios, taumatroscópios e fenacistoscópios». Tudo termos desconhecidos dos nossos dicionários. Estávamos na oficina de brinquedos ópticos (um dia destes, «óticos»). Cá fora, uma fila ordeiríssima de franceses junto da Embaixada de França. Ao mostrar o que são folioscópios é que falhou, pois usou o verbo «esfolhear». Esfolhear um caderno...

 

[Texto 1412]

Helder Guégués às 16:36 | comentar | favorito
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Léxico: «arboreto»

Só de Sintra 


      «Da “panorâmica” de António Passaporte não se conhece data, mas este trecho da serra de Sintra, visto de Galamares, no caminho do litoral, conservou até hoje uma das mais belas imagens classificadas como Paisagem Cultural da Humanidade. Para isso contribui o precioso arboreto de pinheiro-manso que se destaca nos montes» («Antes & agora Precioso arboreto da serra de Sintra», Luís Filipe Sebastião, Público, 22.04.2012, p. 34).

      Arboreto é uma mata de plantas lenhosas. E é impressão minha ou só se usa a palavra a propósito da serra de Sintra?

 

 

[Texto 1411]

Helder Guégués às 16:01 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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«Cidadania», de novo

A origem do mal

 

 

      «Na madrugada de 24 de Fevereiro de 1981, à 1h14, com o uniforme de capitão general dos Exércitos de Espanha, o rei Juan Carlos, numa transmissão directa da TVE do Palácio da Zarzuela, defendeu a Constituição, chamou à ordem as Forças Armadas na sua qualidade de comandante-chefe, e assim abortou o golpe de Estado iniciado horas antes com a ocupação do Parlamento. Este episódio e a condução da transição democrática granjearam o apoio da cidadania à monarquia» («Quem os viu e quem os vê. Rei Juan Carlos», Nuno Ribeiro, Público, 22.04.2012, p. 4).

      Do papel legitimador da repetição do erro. Daqui a uns anos, dir-se-á que se encontram não sei quantos milhares de ocorrências no Google.

 

[Texto 1410]

 

Helder Guégués às 08:22 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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22
Abr 12

Como se escreve nos jornais

Atreveu-se a ser diferente

 

 

      «“Todos esperavam que eu viesse a casar, ter filhos e a ficar calada. Mas eu não fiz nada disso e, por isso, não me enquadrava naquele sítio”, chegou a contar Janis Joplin. Na altura muitos foram os que se afastaram de si pela estranheza causada devido à forma como se vestia e às opiniões não normativas que revelava» («Atreveu-se a ser diferente e acabou ícone ‘rock’n’roll’», João Moço, Diário de Notícias, 14.04.2012, p. 40).

      Façamos este exercício inocente: apontar o que está certo na frase em destaque.

 

[Texto 1409]

Helder Guégués às 00:42 | comentar | ver comentários (13) | favorito
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