06
Mai 12

Como se escreve nos jornais

Olha este

 

 

      «A investigação, que foi coordenada por Michael Davies, do Instituto Robinson da universidade australiana de Adelaide, mostra que as taxas de malformações em bebés concebidos por fecundação in vitro clássica, por microinjeção do espermatozoide no pocito ou por indução de ovulação são significativamente mais altas do que nos bebés concebidos de forma natural» («Mais riscos na reprodução assistida», Diário de Notícias, 6.05.2012, p. 30).

      Mas qual pocito? Talvez o jornalista tenha escrito «oócito», variante de «ovócito», e o processador tenha alterado para o que regista, o diminutivo de «poço». Claro que, se o jornalista tivesse lido depois de ter escrito, como devia, nada disto acontecia. E revisão, nem vê-la. Porque era sábado.

 

[Texto 1478] 

Helder Guégués às 17:21 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas:

«Aurícula/aurículo»

Dá jeito

 

 

      Só agora descobri, ainda a tempo, suponho, que tanto se pode dizer aurícula — e é de certeza a forma mais usada — como aurículo. E dá muito jeito ter o mesmo género de «ventrículo», porque andam quase sempre acompanhados.

      «[...] apenas um silencioso bater de coração com tecto e janelas por aurículos e ventrículos» (Daqui a Nada, Rodrigo Guedes de Carvalho. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2007, 16.ª ed., p. 80).

 

[Texto 1477]

Helder Guégués às 16:14 | comentar | favorito
Etiquetas:
06
Mai 12

O feminino de «confrade»

Não custa nada

 

 

      «Em Évora, Assunção Cristas prepara-se para ser entronizada confrade do Vinho Espumante», disse no Telejornal de ontem a repórter Teresa Marques.

      Então agora não se usa o feminino de confrade porquê? Confrada, confreira, como quiserem, mas não persistam neste disparate.

 

[Texto 1476]

Helder Guégués às 09:38 | comentar | ver comentários (3) | favorito
Etiquetas: