30
Mai 12

Tradução: «Lichtfackeln»

Precisamos de luz

 

 

      Tradução do alemão. E os aviões que vinham de Inglaterra «warfen ihre Lichtfackeln aus», etc. «Lançavam os seus very ligths». Mas não era para traduzir para português? Na nossa língua não se diz foguete luminoso?

 

[Texto 1617]

Helder Guégués às 15:11 | comentar | ver comentários (5) | favorito
Etiquetas:

Francês, inglês...

Seguir-se-á o mandarim

 

 

      «A Santa Sé está em choque com a detenção de um dos poucos leigos do círculo interno de Bento XVI, com o próprio Papa a ressentir-se da traição de alguém que lhe era “próximo e querido”” [sic]. Paolo Gabriele, de 46 anos, foi detido no Vaticano na quarta-feira à tarde, depois de terem sido encontrados documentos secretos na sua casa» («Mordomo preso em cela sob Basílica de São Pedro», Susana Salvador, Diário de Notícias, 30.05.2012, p. 23).

      Até recentemente, os entourados com a língua portuguesa nestes casos usavam, sem problemas de consciência, o vocábulo francês entourage, agora felizmente esquecido. E «círculo interno» não será tradução à letra do inglês inner circle? Não chegará dizer «próximo» ou «do seu círculo»?

 

[Texto 1616]

Helder Guégués às 11:22 | comentar | ver comentários (6) | favorito
Etiquetas:

Emília-Romanha e Módena

É como sai

 

 

      «Apenas nove dias depois de ter chorado a morte das sete vítimas de um sismo de 6,1 graus na escala de Richter, a região italiana de Emília-Romanha, no Norte do país, enfrenta agora as trágicas consequências de um novo abalo. Pelo menos 15 pessoas morreram na sequência de um terramoto de 5,8 graus com epicentro na província de Modena e “outras quatro ou cinco” continuam desaparecidas, indicou um porta-voz da proteção civil italiana à AFP» («Tragédia repete-se em Itália nove dias depois», Catarina Reis da Fonseca, Diário de Notícias, 30.05.2012, p. 22).

      Na imprensa, ora se lê como se grafou no artigo do Diário de Notícias, ora Emilia-Romagna, ora Emília Romana, ora... Ora Modena, ora Módena. Rebelo Gonçalves, na página 677 do seu Vocabulário da Língua Portuguesa, é Módena que regista. E, se não regista Emília-Romanha, regista, na página 893, Romanha. «Equiv. vern. do ital. Romagna.» Está, creio, tudo dito.

 

[Texto 1615]

Helder Guégués às 11:05 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:

Amálgamas e tradução

Falharam

 

 

      Reportagem de Rita Marrafa de Carvalho sobre experiências médicas em alunos da Casa Pia. Fala o biofísico João Brito: «Já haviam estudos que tentavam demonstrar que era um risco para a saúde a existência de amálgamas de mercúrio no organismo.»

      Na reportagem, ficou igualmente demonstrado como o substantivo «amálgama» é usado tanto no feminino como no masculino: «as amálgamas dentárias», «os amálgamas dentários».

      «A autoridade americana de saúde», disse a jornalista Rita Marrafa de Carvalho, «concluiu que a Universidade de Washington falhou. Foi repreendida e aconselhada a alterar consentimentos futuros, tudo em 2006, nove anos depois de já terem sido assinados pelos pais e crianças da Casa Pia.» «As palavras que está a usar, “reprimenda” e aaa, são palavras fortíssimas em relação àquilo que os Americanos costumam fazer», argumentou o neurologista Alexandre Castro Caldas. «Os Americanos», respondeu a jornalista, «escreveram “failed”, que é “falhou”. «Não, o failed não é exactamente falh, nesse... não é, a dizer... ahn, ahn... É, é chamar a atenção que podia ter acrescentado. Há aqui problemas de tradução que é preciso ter um bocadinho de cuidado.»

 

[Texto 1614]

Helder Guégués às 09:26 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas:
30
Mai 12

Pártenon, Pártenon, Pártenon

Tão difícil...

 

 

      «A par do Partenon, das Cariátides e do Teatro de Dionísio, a zona da Acrópole dotou-se agora de uma nova atração: a sumptuosa casa do ex-ministro da Defesa [Akis Tsochatzopoulos] acusado de branqueamento de dinheiro tornou-se numa espécie de templo... da corrupção» («Casa de ministro é um Partenon da corrupção», Anne-Sophie Labadie, Diário de Notícias, 29.05.2012, p. 25).

      Antiguidade clássica é com eles — sempre a direito! É Pártenon. É a forma consagrada pelo uso, pois que em português, como ensina Rebelo Gonçalves, a forma preferível é Partenão (p. 759 do Vocabulário da Língua Portuguesa). Mas não. Também de Pompeia diz que é a forma inexacta de Pompeios. O uso manda muito. Desconfio que Anne-Sophie Labadie não é vista nem achada nisto, pois que há-de ter escrito Parthénon.

 

[Texto 1613]

Helder Guégués às 00:40 | comentar | ver comentários (1) | favorito
Etiquetas: