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Jun 12

«Deli/delicatessen»

Charcutaria fina

 

 

      Partilho mais uma minudência com os meus leitores. Numa tradução, vejo «snack». Alto! Vamos ver o original: deli. Que é truncação de delicatessen. Agora os dicionários. Para o Dicionário de Inglês-Português da Porto Editora, deli é «mercearia de luxo». De delicatessen, regista que é o «(estabelecimento e produtos) charcutaria». Ora, a definição não devia ser exactamente a mesma? E não devia haver uma remissão de um para outro?

 

[Texto 1668]

Helder Guégués às 18:27 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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Essa concordância

Perspectivas e realidades

 

 

      «Há 50 anos, o futebol e a oposição ao salazarismo juntou-os numa fotografia» é o título, em parangonas, de um artigo de São José Almeida na página 15 da edição de hoje do Público. Estão a ver aquela unidade mística, futebol e oposição? Concordâncias é com eles. Também no Diário de Notícias João Céu e Silva escreve sobre o mesmo. Com algumas coincidências inevitáveis (ou não). Se, para João Céu e Silva, «não é na qualidade de ex-presidente da República que Jorge Sampaio irá estar hoje na reitoria da Universidade de Lisboa», para São José Almeida, é «na qualidade de antigo líder estudantil na Crise de 1962» que Jorge Sampaio vai estar na reitoria da Universidade de Lisboa.

 

[Texto 1667] 

Helder Guégués às 09:44 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Tradução: «master sommelier»

Não prefiro

 

 

      Hélder Silva, enviado da RTP em Londres: «Bem-vindo aos mundo dos master sommeliers. Se preferir, pode chamar-lhe master escanção.» É a tradução possível: «master escanção». O entrevistado, João Pires, é o «único master sommelier da Península Ibérica», e trabalha no restaurante londrino Dinner, «mas quer subir o degrau que falta: ser master of wine». Desconfio que já sei como irão os jornalistas traduzir isto... Pela metade.

 

[Texto 1666]

Helder Guégués às 09:18 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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11
Jun 12

Tradução: «chief executive»

Não há mais variantes

 

 

      «A sua mulher, Joan Helpern, recorda que a empresa foi criada em 1967. O marido era o executivo-chefe da firma, e Joan a designer e diretora criativa» («O homem que simplificou a forma de calçar as mulheres», Diário de Notícias, 11.06.2012, p. 45).

      Ora, é uma forma assaz estranha de traduzir o que se lê no New York Times: «Mr. Helpern, the chief executive of the business». No Públicovimos — lembram-se? ­ — traduzido por «chefe-executivo». Há sempre pior.

 

[Texto 1665]

Helder Guégués às 08:21 | comentar | favorito
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