16
Jun 12

Não há palavras que cheguem

Só inglesas

 

 

      Jorge Valente, da Eurocolt, tão português como eu (ou mais, sei lá), no Jornal da Tarde de ontem: «Se quiserem uma melhor avaliação sobre tudo o que está aqui nestas jazidas [Escoural, Montemor-o-Novo], esperem mais um mês ou dois, que nós vamos fazer então um public report, que, segundo as normas internacionais, que vai ser uma primeira avaliação dos recursos e reservas que nós temos.»

 

[Texto 1688]

Helder Guégués às 23:29 | comentar | ver comentários (7) | favorito
Etiquetas:

Ortografia: «Pré-História»

O leitor escolherá

 

 

      «As gravuras de Altamira, El Castillo e Tito Bustillo, todas em grutas localizadas no Norte de Espanha, podem representar uma importante reviravolta no estudo da arte pré-histórica. [...] Nas cavernas de Altamira e de El Castillo, encontram-se alguns dos conjuntos pictóricos mais importantes da Pré-História, sendo possível ver pinturas de animais como bisontes, cavalos, touros, javalis, bem como homens e até mãos humanas. [...] A nova datação pode revolucionar a evolução da pré-história da humanidade» («Escoural espera resultado de técnica usada em Altamira», Helder Robalo, Diário de Notícias, 16.06.2012, p. 56).

      Deve ser para ver qual fica melhor...

 

[Texto 1687]

Helder Guégués às 23:28 | comentar | favorito
Etiquetas:
16
Jun 12

«Relacionado à»?

Pelo menos no Brasil

 

 

      «Um estudo efetuado por duas universidades norte-americanas, e publicado na revista Genetics, estabelece a existência de um elo genético entre a doença de Alzheimer e a diabetes. Cientistas do Departamento de Biologia da City College e da City University demonstraram que um gene da larva Caenorhabditis elegans – espécie de nematoide que mede cerca de 1 milímetro – é similar a um gene humano relacionado à doença de Alzheimer e também está envolvido em vários processos metabólicos, como o da insulina produzida pelo pâncreas» («Alzheimer e diabetes têm elo genético», Diário de Notícias, 16.06.2012, p. 56).

      Terá sido alguma vez usada num livro, de literatura ou não, em Portugal? No Brasil usa-se, na escrita e na oralidade, todos os dias, e muitas vezes, porque são muitos milhões. E está certa ou errada? «No sentido de “dizer respeito a”, a regência faz-se, no Brasil como em Portugal, com a preposição com», escreve, no Ciberdúvidas, J. M. C. Nunca afirma, categoricamente, que a regência com a preposição a está errada. Está implícito. Contudo, Francisco Fernandes aceita-a; Stringari aceita-a. Na introdução à versão portuguesa do Dicionário Houaiss (p. LI), Malaca Casteleiro aceita-a como forma usual no Brasil.

 

[Texto 1686]

Helder Guégués às 10:14 | comentar | ver comentários (2) | favorito
Etiquetas: