20
Jun 12

Tradução: «croupier»

É outra forma

 

 

      «A bola, por fim, caía, e o banqueiro, na mesma voz morta, repetia a fórmula usual e anunciava o número e a côr» (O Falecido Matias Pascal, Luigi Pirandello. Tradução de José Marinho. Lisboa: Inquérito, s/d [mas de 1945], 2.ª ed., p. 62).

      Será o proprietário de um banco? Não: é aquele que, no jogo, maneja as cartas. Croupier, crupiê. Nunca José Marinho usa outra palavra que não seja «banqueiro».

 

 [Texto 1710]

Helder Guégués às 20:05 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Tradução: «rosolio»

Mais genérico

 

 

      «Bebi o rossolis de que Malagna e a mãe beberam também» (O Falecido Matias Pascal, Luigi Pirandello. Tradução de José Marinho. Lisboa: Inquérito, s/d [mas de 1945], 2.ª ed., p. 35).

      Ah, sim, sim, conheço bem, rossolis, «le liqueur fabriquée en Italie et Turquie principalement, à base d’eau-de-vie, de sucre, d’aromates et d’une macération de pétales de roses, de fleurs doranger (ou parfois de jus de fruits)», diz o Trésor. Em português, é rosólio. De qualquer maneira, no original lê-se rosolio, que é qualquer licor, e não somente rosólio.

 

 [Texto 1709] 

Helder Guégués às 15:00 | comentar | favorito
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20
Jun 12

Género de «entorse»

Ainda um dia

 

 

      «Ora sabemos que Sousa Coutinho, depois do gesto incendiário a que terá sido levado por uma questão pessoal com aqueles (e que ele mesmo descreve num poema em latim), se deslocou a Madrid, para se acolher à protecção real de Filipe III, a quem dedicou em 1600 as obras coligidas de Jaime Falcão. E ali terá permanecido dois anos. Garrett não hesitou em ajustar a História às suas conveniências dramáticas, justificando teoricamente esse entorse» («A morte de Simão», Vasco Graça Moura, Diário de Notícias, 20.06.2012, p. 54).

      Ainda um dia, hão-de ver, a pedido de tanta e tão importante gente, a palavra «entorse» muda de género.

      Mas entretanto: «Ele, de métodos drásticos, curava definitivamente uma chaga, uma entorse, um inocente furúnculo, de serrote em punho» (Fogo na Noite Escura, Fernando Namora. Lisboa: Publicações Europa-América, 1988, p. 205).

 

 [Texto 1708]

Helder Guégués às 09:14 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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