23
Jul 12

«Paisagem naturada»

Antigo e moderno

 

 

      João Pinharanda, comissário do Parque de Escultura Contemporânea Almourol, em Vila Nova da Barquinha, no último Câmara Clara: «A paisagem naturada, não é, a paisagem construída pelo Homem, que é o parque, exactamente, é muito intervencionada.»

      Parece invencionice recente, mas talvez só metade: juntamente com natureza naturante, natureza naturada foi uma expressão que surgiu no século XII com as traduções latinas dos textos de Aristóteles.

 

 [Texto 1865]

Helder Guégués às 23:13 | comentar | favorito

«Ser suposto»

Quem disse que era recente?

 

 

      Então, os materiais usados eram em tudo iguais ao da metrópole em edificações semelhantes e a «construção é suposta ser de tejolo, ou blocos de cimento, cimento armado e madeira, com cobertura de telha cerâmica» («Projecto de Casas para Funcionários – África», peças escritas, 1944: 2. Arquivo Histórico Ultramarino).

 

 [Texto 1864]

Helder Guégués às 18:28 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Sobre «partido»

Uma acepção menos habitual

 

 

      «O novo partido arquitectónico praticado pelos técnicos da ***, etc.» Algo inesperado, este sentido de «partido», mas que encaixará em alguma das acepções registadas nos dicionários.

 

 [Texto 1863]

Helder Guégués às 14:39 | comentar | ver comentários (6) | favorito
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23
Jul 12

Léxico: «sovaqueiro»

Faltam outras

 

 

      «Outra preciosidade é o trabalho solitário do agente Abraão Cunha, da Polícia de Investigação Criminal, que fez um álbum de reconhecimento de “gatunos” e “gatunas”, com fotos de frente, perfil e chapéu. O índice indica o tipo de criminoso: gatunos de especialidade, de arrombamento, carteiristas ou sovaqueiros (entravam nas lojas e escondiam artigos no sovaco). Nas mulheres, referia gatunas, angariadoras de prostituição, ladras de estendais e prostituição clandestina» («Transparências foram o avô do retrato-robô», Luís Fontes, Diário de Notícias, 23.07.2012, p. 20).

     Esta até está, como adjectivo, no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora: «diz-se do ladrão que esconde os roubos debaixo do braço». Mas porquê apenas como adjectivo? «Ó tenente, que linguagem é essa, você pensa que eu sou algum sovaqueiro? Olhe que posso mandá-lo prender» (Espingardas e Música Clássica, Alexandre Pinheiro Torres. Lisboa: Editorial Caminho, 1995, p. 166).

 

 

 [Texto 1862]

Helder Guégués às 08:47 | comentar | favorito
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