09
Ago 12

Margem Sul

Divergências de família?

 

 

      «Todas as ligações fluviais entre a Margem Sul e Lisboa voltaram a parar ontem em dois períodos parciais, de manhã e de tarde, devido a nova greve dos trabalhadores do Grupo Transtejo (que opera as ligações entre Cacilhas, Montijo, Seixal e a Trafaria e Lisboa) e da Soflusa (empresa responsável pela ligação entre o Barreiro e Lisboa)» («Barcos no Tejo voltaram a parar ontem durante três horas», Maria João Caetano, Diário de Notícias, 19.06.2012, p. 48). «Um pouco mais à frente na mesma rua, a Casa da Sorte também tem bastante afluência. Manuela Agostinho vem da margem sul, Fernão Ferro[,] e está em Lisboa porque foi a uma consulta com o marido» («Os 14 ‘jackpots’ já custaram 1,241 mil milhões em apostas», Sara Moreira e Marina Almeida, Diário de Notícias, 9.08.2012, p. 14).

 

  [Texto 1958]

Helder Guégués às 15:25 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Ses e entãos

Se, então

 

 

      «A interpretação dos resultados dos cenários deverá pois ser condicional, isto é: “se... então...”. Os “se” são as hipóteses e os “então” os resultados possíveis.» E porque não hão-de estar no plural as palavras assinaladas? «Os ses são as hipóteses e os entãos os resultados possíveis.»

      «O homem teve outros ‘mas entãos’ – e de fúria deixou cair os papéis no chão» (O Surrealismo em Portugal, Maria de Fátima Marinho. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1987, p. 47).

 

  [Texto 1957]

Helder Guégués às 15:15 | comentar | favorito
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Zagrebe e Pionguiangue

Um carácter especial

 

 

      Não sei porque não é mais usada a grafia Zagrebe. Já é alguma coisa estar registada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Porto Editora. Que também regista, pois claro, Pionguiangue, a capital da República Popular Democrática da Coreia, vulgo Coreia do Norte. Se não são susceptíveis de ser aportuguesados, prefiro então manter a grafia original mais usada, ainda que obrigue a usar caracteres (singular: carácter) especiais: Međugorje, por exemplo.

 

  [Texto 1956]

Helder Guégués às 08:39 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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«Autocarros expressos»

Não percebo a dúvida

 

 

      «Junto da comunidade portuguesa mais abastada, conseguimos então um emprego para o filho mais novo numa empresa de autocarros expressoExpresso, o comboio ou camioneta que vai do local de partida ao de chegada sem fazer paragens, é substantivo e adjectivo. Como adjectivo, concorda com o nome que qualifica: autocarros expressos.

 

  [Texto 1955]

Helder Guégués às 08:04 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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«Devido a»

Um devido indevido

 

 

      «Na década de 90, milhares de pessoas morreram no país devido à fome, como indicam várias organizações não governamentais» («Ri Sol-Ju exibe mala Dior num país com fome», Catarina Reis da Fonseca, Diário de Notícias, 9.08.2012, p. 16).

      «Que faria ele em Leiria? Leiria era ao pé de Fátima. “Continua a rondar os milagres”, pensou. Nesse ano, morreram de fome na União Soviética cinco milhões e meio de pessoas» (Café República, Álvaro Guerra. Lisboa: BIS/Leya, 2010, p. 144).

 

  [Texto 1954]

Helder Guégués às 06:52 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Plural: «wons»

Naturalmente

 

 

      «De acordo com o jornal Joong Ang Ilbo, da Coreia do Sul, este modelo da Dior está à venda em Seul por 1,8 milhões de won (1289 euros), um valor aproximado do rendimento anual de um norte-coreano» («Ri Sol-Ju exibe mala Dior num país com fome», Catarina Reis da Fonseca, Diário de Notícias, 9.08.2012, p. 16).

      Mas o Vocabulário Ortográfico Português e o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, por exemplo, indicam como plural «wons».

 

  [Texto 1953]

Helder Guégués às 06:48 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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«Promenades» na Madeira

Não resistem

 

 

      «Fonte ligada ao processo explicou à agência Lusa que a perseguição começou com a denúncia, na esquadra de Machico, de que um condutor “estaria a subir e a descer escadas na promenade” local» («Condutor em fuga destrói carros da PSP», Diário de Notícias, 9.08.2012, p. 16).

      Não sabia que na Madeira também havia promenades... Claro que o jornalistas não podia perder uma oportunidade de usar uma palavra estrangeira — sobretudo se desnecessária.

 

 

  [Texto 1952]

Helder Guégués às 06:47 | comentar | ver comentários (20) | favorito
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09
Ago 12

Sobre «mandatório»

É indispensável?

 

 

      «É o procedimento mandatório, assegura o psiquiatra Daniel Sampaio» («Menino violado deve ter apoio por seis meses», Fernanda Câncio, Diário de Notícias, 9.08.2012, p. 16).

      Tem de ter sempre um pezinho no inglês. Qual a necessidade de usar a palavra «mandatório» quando temos outras que dizem o mesmo, mas em bom português? Uma aposta em como a mãe da criança não vai compreender quando ler a notícia? Não passava o exame Vieira — que devia ser mandatório obrigatório fazer em voz alta.

 

  [Texto 1951]

Helder Guégués às 06:45 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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