06
Set 12

Mais crimes

Vejam lá isso

 

 

      «O alerta para o crime foi dado às 20.15 quando o homem se entregou no posto da GNR da Guia. Ao que o DN apurou, o indivíduo entrou muito nervoso e exaltado, confessando aos guardas que tinha acabado de matar o irmão e a cunhada. De imediato foi accionado a PJ, já que se trata de um caso de homicídio com arma de fogo» («Mata irmão e cunhada com tiros de caçadeira», Diário de Notícias, 6.09.2012, p. 19).

      Se a arma do crime tivesse sido uma faca de cozinha, por exemplo, já não seria assim? E se o desfecho não tivesse sido a morte da vítima? «O jovem foi detido pelos militares da GNR junto da sua residência, tendo a Polícia Judiciária sido chamada ao local para investigar a ocorrência, dado que envolveu uma arma [faca] e se trata de um crime de homicídio» («Jovem de 18 anos detido após esfaquear o pai», Diário de Notícias, 6.09.2012, p. 20).

 

[Texto 2062]

Helder Guégués às 07:57 | comentar | ver comentários (1) | favorito
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Crime semipúblico

Que avancem os juristas

 

 

      «O presidente do Governo Regional já formalizou a queixa no próprio domingo, apesar de ser um crime semipúblico» («Desespero de um desempregado motivou agressão a Jardim», Lília Bernardes, Diário de Notícias, 4.09.2012, p. 12).

      «Apesar de ser um crime semipúblico»... Mas este tipo de crime não exige que o ofendido apresente queixa? E hoje no mesmo jornal: «Um receio que pode ser partilhado pela vítima e pode, aliás, ser a explicação para o facto de José Manuel ter abdicado do direito de apresentar queixa. “Pode ser por receio ou pode ser por qualquer outra razão. Dizer o que quer que seja é especular. A vítima abdicou do direito de apurar a verdade e não deu qualquer explicação para o fazer. É um direito que lhe assiste e tendo em conta que o crime é semipúblico, ou seja, para ser investigado depende de queixa, não se pode fazer mais nada”, disse ao DN fonte ligada à investigação» («Homem sodomizado com pau abdica de queixa à PJ», Catarina Canotilho, Diário de Notícias, 6.09.2012, p. 19).

 

[Texto 2061]

Helder Guégués às 07:53 | comentar | favorito
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06
Set 12

«Paleta/palete»

Menos artístico

 

 

      «Mesmo assim, a investigação da GNR de Elvas veio a encontrar a aeronave cerca de 24 horas depois de ter sido furtada, detendo também os sete autores do furto, incluindo o empresário, ligado à produção de paletas, com empresa em Arranhó (Arruda dos Vinhos). [...] Três residem em Elvas, e o outro era o condutor e sócio da empresa proprietária do pesado que procedeu ao transporte e que foi contratado pelo empresário de paletas para o efeito» («Empresário roubou avião por encomenda», Carlos Varela e Teixeira Correia, Jornal de Notícias, 5.09.2012, p. 8).

      Sem mais informação, bem podem ser as pequenas tábuas com um orifício para se meter o polegar, onde o pintor dispõe e combina as tintas, mas algo me diz que são antes as plataformas de madeira sobre as quais se empilha carga a fim de ser transportada em grandes blocos — ou seja, paletes.

 

[Texto 2060]

Helder Guégués às 07:51 | comentar | favorito
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