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Set 12

Tradução: «fiscal anticorrupción»

Traduziram mal

 

 

      «Segundo o El País, nos últimos meses o juiz e o fiscal anticorrupção que tem conduzido este caso têm defendido que o estatuto de organização não governamental do Instituto Nóos era “aproveitado” para realizarem negócios lucrativos com o governo regional de Valência, organizando assim eventos para os quais cobravam taxas muito elevadas, envolvendo o dobro ou até o triplo do preço real do serviço prestado» («Genro do Rei acusado de desviar três milhões», João Moço, Diário de Notícias, 11.09.2012, p. 26).

      Continuam a traduzir, erroneamente, fiscal anticorrupción por fiscal anticorrupção, o que já tínhamos visto aqui. Também temos fiscais, mas exercem outras funções.

 

[Texto 2092]

Helder Guégués às 11:32 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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Tradução: «con»

Traduziram bem

 

 

      «Na primeira página do jornal, o magnata aparece com uma mala de viagem e um sorriso na cara, uma imagem que critica a sua possível fuga ao fisco francês. “Vai-te lixar, rico estúpido!” [Casse-toi, riche con!], pode ler-se no título da manchete da publicação» («‘Libération’ critica dono da Louis Vuitton», Diário de Notícias, 11.09.2012, p. 53).

      É um mero pretexto para trazer para aqui a língua francesa. Quem não estiver farto do inglês levante a mão. Ah, ninguém...

 

[Texto 2091]

Helder Guégués às 11:25 | comentar | ver comentários (5) | favorito
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Roth não é fonte credível

Então quem é?

 

 

      «Segundo o diário espanhol ABC, o escritor Philip Roth fez um pedido à enciclopédia online Wikipedia para que corrigisse uma informação relacionada com o seu último romance, A Mancha Humana. Todavia, de acordo com uma carta que o escritor publicou na revista New Yorker, os responsáveis pela Wikipedia não consideraram o próprio autor uma “fonte credível”, pedindo por isso mais fontes» («Escritor não é “fonte credível”», Diário de Notícias, 11.09.2012, p. 49).

 

[Texto 2090]

Helder Guégués às 11:03 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Tradução: «contactless»

Difícil, não haja dúvida

 

 

      «Esta teoria está cada vez mais perto de se tornar numa realidade: os primeiros cartões contactless chegam a Portugal já no próximo mês» («Cartão sem código chega a Portugal em outubro», Tiago Figueiredo Silva, Diário de Notícias, 12.09.2012, p. 31).

      É palavra com que iremos topar com frequência nos próximos tempos. Como se fosse impossível traduzi-la.

 

[Texto 2089]

Helder Guégués às 10:55 | comentar | ver comentários (2) | favorito
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Com maiúsculas, pois claro

Para os teimosos

 

 

      «Desde Tucídides, pelo menos, que a grande História é também grande literatura. Mas não precisamos de recuar até aos Gregos e Romanos da Antiguidade Clássica. Temos excelentes exemplos intramuros, de Fernão Lopes, João de Barros e D. Francisco Manuel de Melo, a Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Jaime Cortesão e Magalhães Godinho, isto para não falar dos vivos. Eu gostaria de aproximar a clareza da exposição e a limpidez do estilo conseguidas nesta obra desse exigente nível literário que gera no espírito do leitor o encantamento pela qualidade da prosa e uma equivalente avidez da leitura para saber, não como é que a história “acaba”, mas sim como é que ela continua...» («Uma ‘História de Portugal’», Vasco Graça Moura, Diário de Notícias, 12.09.2012, p. 54).

 

[Texto 2088]

Helder Guégués às 10:50 | comentar | ver comentários (9) | favorito
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«Bomba de extracção de água/motobomba»

Mas entretanto

 

 

      «O monóxido de carbono é um gás altamente letal e pode ter sido libertado por uma bomba de extração de água, que, soube o JN junto de fonte próxima das equipas de socorro, existe no poço. O qual, sublinhe-se, tapado com uma placa de betão, com uma pequena abertura onde cabe um homem e, também ela, com tampa de ferro, o que dificulta a ventilação. Aquele gás é um veneno silencioso, não detetável pelos sentidos. Uma vez inalado, entra na corrente sanguínea, chega às células e inativa os órgãos.» («Autópsias confirmam morte por intoxicação», Eduardo Pinto e Margarida Luzio, Jornal de Notícias, 12.09.2012, p. 30).

      Cá está: neste jornal, não se fala em motobomba, mas em bomba de extracção de água. Entretanto, ainda não veio nenhum entendido esclarecer-nos sobre o funcionamento de uma motobomba, de que falei aqui.

 

[Texto 2087]

Helder Guégués às 10:42 | comentar | ver comentários (4) | favorito
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12
Set 12

«Dominava 33 línguas»

Hipérboles jornalísticas

 

 

      «Ernesto de la Peña. O pensador mexicano que morreu aos 84 anos recebeu, no dia 7, o Prémio Internacional Méndez [sic] Pelayo 2012. Dominava 33 línguas e era conhecido pelo seu humanismo. Foi escritor, filólogo, tradutor e difusor cultural do México» («Ernesto de la Peña», Diário de Notícias, 12.09.2012, p. 30).

      Andamos aqui nós a estudar diuturnamente uma, a nossa, e mal a arranhamos. Este prodígio dominava 33 línguas. Só não desisto porque até aos 84 anos ainda falta muito.

 

[Texto 2086]

Helder Guégués às 10:37 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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